malandro que é malandro… já nasce falando inglês

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Quando eu era pequena, eu não fui à Disney.

Ir à Disney nos anos 80 era tão caro, mas tão caro, que eram raríssimos os casos de crianças que iam passar férias por lá. Porque não bastava seu pai ter dinheiro: ele tinha que ter dinheiro E ser bacana o suficiente pra acreditar que havia algum sentido em queimar um Corcel II inteirinho só pra filha tirar foto do lado de um rato orelhudo, de nome Mickey Mouse.

Para ir à Disney uma vez por ano, seu pai tinha que ser rico e legal. Pra ir pra Disney 2 ou 3 vezes por ano, como fazia a menina Alessandra, seu pai tinha que ser o Pateta em pessoa.

***

Alessandra era menina viajada e ia pra Disney como quem ia pra Santos. De suas viagens ao “estrangeiro”, Alessandra trazia os brinquedos mais incríveis que os anos 80 viram passar.

Uma das muambas mais concorridas era um tal de um estojo, cheio de botões e compartimentos. Aquele troço fazia tanto, mas tanto sucesso entre as crianças, que Alessandra tinha que organizar uma FILA, durante o intervalo, pra que todos tivessem a chance de apertar UM botão do estojo gringo.

"quem quiser apertar um botão, faça fila aqui!"

***

Sempre que retornava da Disney, Alessandra voltava falando inglês. Era o pessoal tentar furar a fila estojal, que a menina gritava STOP, PEOPLE! Daí o sujeito terminava de apertar o botão (e só podia apertar UM botão), e Alessandra gritava NEXT!

E, ai, como eu achava chique a pessoa falar inglês.

Nessa idade, eu pensava que nunca, nunquinha nessa vida de meu deus, que eu ia aprender a falar inglês. E eu tinha meus motivos pra acreditar que meu destino seria morrer falando somente português, a saber:

1. Eu não viajava pra Disney. Aliás, eu só viajava mesmo era pra casa da minha avó, que ficava a uns 30 km da minha casa. Imagina, 30 quilômetros! Alessandra sempre dizia que a Disney ficava a milhares de milhões de quilômetros da escola e que por isso ela sempre dormia no avião. E eu fechava meus olhos e ficava imaginando que aquilo sim era uma viagem legal: uma viagem tão longa, mas tão longa, que a pessoa chegava a ter sono, dormia, comia (comida aviãozenta), fazia xixi e aprendia inglês, tudo sem sair do avião! Bem diferente de viajar no chiqueirinho da Caravan, comendo biscoito de polvilho e parando no Texaco pra fazer xixi.

2. Eu não tinha nem mãe nem pai gringo, como era o caso da Mariana. A Mariana era a melhor amiga da Alessandra, claro. As duas zanzavam de mãos dadas pra lá e pra cá, best friends de-tu-do, como elas diziam. A Mariana chamava o pai gringo dela de DAD. E se havia alguma coisa que eu realmente achava elegante no mundo, era a pessoa falar inglês com o próprio pai.

3. Minhas aulas de inglês na escola nunca seriam suficientes pra que eu aprendesse inglês. Não que o professor fosse ruim, acho até que ele era esforçado. O problema é que eu sofro de um caso crônico de dispersão, geralmente desencadeada por fatores externos, que estão além do meu controle. No caso do professor, o problema era a porra do cabelo dele, que era formado por  vazios carecas nas laterais, cachinhos rebeldes na parte de trás e  três pontas arrepiadas, que faziam sombra na parede. A sombra do cabelo do professor ia se desfigurando, formando os mais bizarros desenhos. E eu tentava me concentrar, “concentra, burra, concentra”. Mas no fundo eu sabia que nunca que eu ia aprender todo um idioma estrangeiro, enquanto distraída por figuras psicodélicas na parede, advindas do cabelo de um professor, que era versão cinquentona do Cebolinha.

Eu precisava de um plano.

***

Um dia eu encontrei um livro na Biblioteca da escola, todinho escrito em inglês.

Ele tinha um cachorro na capa e era daqueles livros que eu considerava inteligentes, posto que continha frases bem longas e pouquíssimas figurinhas. A ponto de eu realmente não ter idéia se o cachorro era feliz, triste, ou se era um gato travestido de cachorro.

Agarrei o livro, preenchi a ficha da biblioteca e levei o bichinho comigo.

“Pronto. Achei um jeito de aprender inglês. Me aguarde, Alessandra”.

O que eu não sabia, até então, era que andar com um livro em inglês nas mãos, trazia algo infinitamente mais legal do que aprender inglês em si. Andar com um livro escrito em inglês dava a falsa impressão de que você, de fato, já sabia inglês.

Coleguinhas, professoras, porteiro, moça da cantina – o povo todo olhava, via a palavra DOG na capa e sorria, impressionado.

Se eu quisesse tirar onda mesmo era só sentar lá fora, durante o recreio, levar o livro à altura do peito, abri-lo e, a cada página,  soltar expressões variadas  (risos, surpresa, tristeza, risos.)

E quem precisa de inglês, quando se nasce com tamanha cara de pau?

***

Até que um dia eu resolvo fazer o ritual dentro do ônibus escolar: abre o livro, vira a página , expressões variadas (riso, surpresa, tristeza, risos).

– Como se você estivesse entendendo alguma coisa, hahahahhaaha.

Viro pra trás e lá estão elas, as duas representantes oficiais da língua inglesa no mundo, propagadoras da cultura anglo-saxônica no hemisfério sul, temíveis perseguidoras das farsantes idiomáticas, como eu. Sim, em unha e carne, Alessandra e Mariana.

– Aposto que você não entende uma palavra que está escrita aí, Roberta – diz Mariana.

– E se não entende, tava rindo do que, hein? – pergunta Alessandra.

Então eu levanto e faço aquilo que toda criança corajosa faria,  diante de uma situação DEMOLIDORA de reputação feito essa: pego livro, mochila e a pouca dignidade que me resta, me dirijo até a porta do ônibus e, sem olhar pra trás, desço4 pontos antes do meu.

Lá de longe, ainda dava pra escutar o parzinho gritando BYE BYE!! pela janela do busão.

***

Noah está se saindo cada vez melhor no inglês e, segundo a professora, age como se entendesse tudo o que lhe é falado.

Mas é claro que o que ele entende são coisas cotidianas, da escola, do playground. Eu não espero que ele entenda um noticiário ou uma conversa entre dois adultos.

Por exemplo: no elevador do nosso prédio. Quase sempre rola um bate-papo informal com os vizinhos. E a conversinha de elevador é obviamente em inglês, o que impossibilita que Noah entenda muita coisa.

Considerando que ele é o filho da mãe dele, qual vocês acham que seria a reação do rapaz, por não entender patavinas do que está sendo falado.

Ele:

a. Chora. Esperneia. Como é triste não entender o que esse povo fala! E, deprimido, se joga no chão do elevador.

b. Fica puto da vida dele, telefona pro Conselho Tutelar e diz que tem o direito de saber sobre o que conversam os adultos, principalmente dentro de um elevador. Exige um tradutor e um advogado bilíngue.

c. Não entende porra nenhuma, mas fica mega atento à cada reação dos participantes da conversa: se os adultos riem, ele também ri, só que ri alto, exagerado, jogando a cabeça pra trás e batendo palma, feito foca.  Se os participantes da conversa, ao contrário,  conversam de maneira séria e fazem cara de espanto, ele imita, abre os olhos arregaladíssimos e ainda solta um OH MY GOD.

o palhacinho do elevador, dizem os vizinhos

e quem precisa de inglês, quando se nasce com tamanha cara de pau?

*foto do estojo chei’de guéri-guéri tirada daqui

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64 Respostas para “malandro que é malandro… já nasce falando inglês

  1. Flavia Rocha Azevedo

    Ei! Muito lindo esse gringuinho! Adorei o post e confesso que eu tive um estojo de botão bem bacana, mas era vermelho e o da Juliana era rosa e da Hello Kitty! Daí, claro que eu não gostava muito do meu, ô graminha do vizinho! beijos

  2. Roberta Fiorencio Mendonça

    Olá, não tem como ver a foto do tal estojo é ficar indiferente. Malandro que é malandro…tem estojo de botão trazido pela madrinha diretamante do Paraguai, mas fingi que foi comprado “nus Estates”. Meu estojo era made in Paraguai, mas pelo memos eu já falava inglês, DE VERDADE!!!
    Beijos

  3. Seu texto foi um tanto.. Brilliant! I didn’t had money to go to Disney as well.. 25 years later here I am.. In London baby! And you in Singapure 🙂 Sooooo much cool! Fabi xxx

  4. O que são estas caras e bocas do Noah, hein? Puxou toda a cara de pau da mãe mesmo, ahahaha!
    E minha infância também foi assim. Com a diferença de que Alessandras e Marianas eram minhas melhores amigas e eu tinha que me dividir entre as convicções quase comunistas da minha família e a minha vontade sublimada de ir lá e, principalmente, ter todas aquelas bugingangas que não serviam para nada (porque este estojo, por exemplo, sempre travava e não durava um ano letivo sequer, né?). O que me salvava era a Zona Franca (três vivas para Manaus!).
    O bizarro disso tudo é que eu não gosto nem nunca gostei de parque de diversões, o must naquela época eram mesmo as bugingangas e as fotos com o Mickey.
    Hoje, que é tão acessível, não tenho a menor vontade de levar as meninas à Disney (o que não quer dizer que não aconteça um dia, mas vontade não há), tem um mundo inteiro para elas conhecerem e não vejo a hora de darmos a partida rumo a destinos mais interessantes.
    Beijos

  5. Seu texto foi um tanto.. Brilliant! I didn’t have money to go to Disney as well.. 25 years later here I am.. In London baby! And you in Singapure Sooooo much cool! Fabi xxx

  6. ‘Prima, nosso malandrinho é uma graça. No meu caso no interior do interior do estado de SP, nao tinha nenhuma alessandra (que mala de guria), mesmo porque na escola pública era difícil, mas tinha a harumi (eu cresci em meio aos japas de colonia da minha cidade). Então, o pai da harumi mandou pra ela do japão um estojo de lata do kero kero (aquele sapinho) de mil compartimentos, eu morria de ineveja…mesmo assim nao aprendi falar japonês rs
    Por sorte eu só cresci a pobraiada, ia ser difícil pra mim conviver com uma alessandra, te admiro parenta, senti que tu deu uma virada na vida a la rainha da sucata ou raquerl de vale tudo, te dedico rs!beijo

  7. Roberta, demais este post! Sensacional! Outro dia fiz um post sobre inglês tb e mencionei que Pitoco anda me dizendo que quer visitar “o amigo Noah em Cingapula pá fala inguês”. Depois que ele aprendeu “shorts”, “pants”, “hello” e “bye-bye” deu a colocar na cabeça que pode conquistar o oriente junto com o amigo que se mudou pra Cingapula. Posso com isso? E Noah? Que pose de malandro, meu Deus! Que fofura! Que “gotosinho”, como diria Pitos. Dá um beijão esmagador nele por mim?

    Beijocas em vcs dois. Aliás, lembrei muito de vcs porque Dona Glória Maria visitou Cingapura estes dias e pôs no Globo Repórter e fiquei encantada com o país. Tem vaga pra 3 aí no seu cafofo? hehehe

  8. Ai que delícia um comentário seu lá no 100ml, você é minha musa blogueira master! Me mato de rir, amo o jeito que vc escreve sobre as peripécias sobre seu filho (e ainda não tenho os meus, o que conta mais, vai) e, contrariamente à lógica, quanto maior o post mais quero ler! Outro dia, uma amiga que trabalha com mídias sociais me pediu endereços de blogs de mães e, imagina… falei que tinha de ser o seu. Mas o fofo patrocinador desistiu do projeto…
    Beijos grandes pra vc!

  9. Rô,
    lindona…
    Adoooro seus textos, sou fã…
    mas depois que vi as fotos do Noah, de chapéu e camisa estampada, na maior banca, esqueci tudo o que li…
    Só ficou um sentimento de “joga o lanche nelas!” pela Alê e pela Mari…kkk
    coisa que sim, eu faria sim, se topasse com uma fila e visse que era a infeliz sendo “generosa”, deixando que geral apertasse os botões do seu estojo gringo.
    eu era do fundão….
    bjo bjo bjo

  10. A minha manhã ficou melhor depois da gargalhada que eu dei lendo o seu texto.
    Obrigada!
    🙂

  11. Engraçado, assim como digo a respeito das mães, crianças maldosas só mudam de endereço…rs. Sempre tem o que se faz de melhor que os demais, aff.
    Mas que bom que o Noah, carioca e descolado, tira de letra os perrengues. Logo logo deslancha no inglês!
    Beijo.

  12. Hahahahah
    Que menino malandro! Isso aí! Marketing é tudo!
    Bjs

  13. êê delicia esses teus posts , viu?
    tava com saudade querida!

    imaginei a cena do Noah, rindo no elevador e ri igual a ele.

    beijo grande

  14. Adoro suas viagens: de Cingapura vc foi até os anos 80, passou pela Disney e foi parar no elevador! E que talento, menina!
    Noah tá com cara de gringo visitando o Rio de Janeiro. Fofooo!
    Bjs
    Priscilla

  15. Rô,
    Parece que você está falando de mim (risos). Mas eram poucos os amigos e colegas de escola que foram à Disney antes dos 15 anos. Eu até hoje não fui as dos EUA. Os estojos era o sonho de consumo da época, mas a baixa durabilidade os renegaram e hoje quase não se veem esses estojos para lápis.
    Agora, o Noah! Gente, é malandrinho mesmo, é bom que seja se adapta mais fácil.
    Bjs, Bjs

  16. Gente, mas que cara é essa com esse chapeuzinho panamá? Esse menino é gostoso demais!!!! E falando inglês, então….
    Luísa também tá aprendendo pra poder trocar umas ideias com ele da próxima vez.
    Beijos beijos

  17. hahahahahaha, muito bom seu texto !!! isso realmente te aconteceu?!!! sabe que eu já ganhei um estojo desses?!! pelo visto era muito caro, pois foi presente de Natal kkk, eu odieiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, até hoje qdo olho pra esse tipo de estojo tenho raiva.
    Agora, vamos conversar, seu baby deve ser um caso à parte, ele é liiiiiiiiindo e deve ser um sapeca mor !!!!

    bj

  18. Quer saber, a cara de pau é a lingua universal dos descolados que não importa onde estejam se fazem entender. Arriscam uma lingua estrangeira toda desconecta, desenham, fazem mímicas, mas são esses os mais felizes.

  19. Robertá, adorei esse post em especial pq estamos aqui na Disney, mas acho que Manu não vai sofrer do mal que vc sofreu pq tá cheio de brasileiro. Está uma loucura, as coisas acabam nos outlets. Fui uma das crianças que viajou nos anos 80 para Disney, mas não torturava as amigas. Engraçado vc falando disso veio o sentimento de vergonha que tinha de ostentar o que trazia. Ufa!!!! Acho que não sou como Alessandra e Mariana. Aproveito pra contar uma graçinha da Manu na terra do Mickey. Ontem ela tirou foto com a Aurora e, como de costume, as princesas recebem as crianças e conversam com ela. Batata, a Aurora ficou no blá blá blá com a Manu. Depois perguntei pra ela o que elas tinham conversado e pra não dar o braço a torcer que não tinha entendido lhufas disse que era segredo delas. É mole? Vc leu as paginas do livro sobre o signo que te mandei? bjks com saudades!

  20. Sabe o quê? Você devia procurar a Alessandra e a Mariana e começar a conversar com o François no idioma natal dele… que tal? Sweet revenge.

  21. Vixe.. o Noah é foto demais da conta.
    He´s my hero… LOL
    Hiper descolado 🙂

  22. Confesso que tive siricoticos só de ver esse estojo. Eles povoaram meus sonhos de consumo infantil, mas eram made in paraguay, e nem assim ganhei um! aff
    Tudo bem, me contentei com uma caneta de dez cores, uma lapiseira que trocava as pontas (e depois que o grafite ficava pequeno eram substituídos cuidadosamente por pontas de lápis) e a melhor de todas, a über tóxica sakura (que dava barato e tudo).

    Ah, mas agora me diz, como tu resiste ao charme caradipauzístico do Noah?
    lindo lindo lindo
    quero pegar o elevador com ele!

    kisses

  23. Hahahaha, ai, garota. esse post levanta TANTAS questões…
    1. é muito sintomático que vc tenha casado com um gringo e tenha se dado um filho que pode falar com o pai em estangerês, hein?
    2. todos (com mais de 25) tendo um ataque frenético com a foto e lembrança do estojo cheio de botões, um-dois-e-já! (pessoas rindo & sambando aos gritos de “eu lembro!”)
    3. Mariana e Alessandra são duas vacas, que deus as tenha em sua misericórdia infinita
    4. imaginei de cara que a reação de Noah no elevador seria: risos, surpresa, tristeza, risos. Porque cara de pau e malandragem vêm no sangue.
    5. quem ensinou Noah a fazer essa cara de debochado, gente? Tem idade pra isso não, valha-me deus!
    bejobejo!

  24. Que malandraço esse Noah! hahahaha Essa cara dele com chapéu tá impagável, Rô. Engraçado que Nic também tem reações super parecidas e agora tá com mania de responder YEAH pra TUDO o que dizem a ele. “Oh, can I see your truck?” YEAH! “Would you like some apple?” YEAH! E na cena seguinte, Nic cuspindo tudo e a outra pessoa com os olhos arregalados assim. Ele não gosta de maçã? Mas ele parecia estar entendendo tudo!

    E ó, fiquei com ódio dessas duas inglesudas aí, viu? Me fez lembrar da esnob Daphne Maria que me perseguiu por anos. Bléééé!

  25. Roberta,
    Sabe que quando criança tb não fui à Disney. Na verdade, confesso que hoje em dia agradeço. O mundo é tão enorme e o que a gente queria mesmo era conhecer a Disney.
    Nas férias tb ia para a casa da minha avó em Bauru.
    O estojo???? Quem foi criança nos anos 80, lembra muito bem!
    Ganhei um desses de uma amiga que tinha casa em Miami e tb ia para a Disney como quem ia para Santos.
    Minha cara este post!
    Parabéns pelas conquistas!
    Vida longa a esta cara de safado do Noah.
    bjs
    Orangotango.

  26. A mãe trabalhenta aqui (amei essa sua nova expressão, incorporei total) só tem um comentário rápido:

    Vïdeo! Vídeo! Vïdeo! Vídeo! Vïdeo! Vídeo! Vïdeo! Vídeo!

    Quero MUITO ver o Noah-fofo-trilíngue soltando todo o verbo e com aquele gingado que lhe é característico!

    bjos,
    Mari

    ps: Eu tinha um estojo parecido com esse – pode jogar lanche em mim, Carol! 🙂 Só que tinha lupa, apontador… acho que era tipo um robô. Minha cidade natal era rota dos muambeiros! hahaha!!

    ps2: seu email já ta com estrelinha, ok? 😉

  27. kakakakaka
    gente, o que são as expressões do Noah nessas fotos? Mt malandragem!
    Esse estojo causava um frenesi mesmo! kakakakaka
    E Mariana e Alessandra q se danem! O bom é ter cara de pau, pq ela resolve taaaanta coisa!

  28. Ahahahahaha. Eu estou aqui rindo de vc e do Noah e Rafael rindo de mim ahahahahahah. Fantástica Rô. Bj

  29. Ahh amiga, esse estojo era vendido no Paraguia tb, assim com a caneta de 10 cores hahahahahaha

  30. O q foi a imagem desse estojo?? Até chorei de emoção, tamanhas as lembranças da minha infância que me vieram à mente… Daí, vejo o Noah e paro de chorar na hora, pq, né?! O q é esse menino? Amei!
    Super bjo,
    Camila
    http://www.mamaetaocupada.blogspot.com

  31. Meodeus! Eu e uma amiga íamos juntas pra escola e ficávamos “falando” as musicas em inglês pra parecer uma conversa. Achávamos que sabíamos as letras e enganávamos todos! Tb acho que Alessandra e Mariana eram duas vaquinhas e devem ser terríveis hoje. Ri muito, cara, imaginei vc rindo alto das coisas que nem fazia idéia, que cara de pau imensa…E esse guri, fim do mundo, cheio de malandragem, rindo e jogando a cabeça pra tras. Minha filha dá risadas falsas e eu acho sensacional. E eu pensei que cheideguerigueri era uma expressão usada só pela minha pessoa, tu vê, te entendo perfeitamente. Mil bjs

  32. E nunca fui à Disney, meu pai tava longe de ser o pateta. Quem sabe consigo levar minha negrinha daqui a um tempo. bjs

  33. Adorei seu texto!
    Ah, sou criança da década de 80/90 e eu tinha o mesmo sonho que o seu: ir à Disney.
    E o estojo?! Quem é nunca quis um desses?!?!
    Me identifiquei pacas.
    Sei menino é muito lindo.
    Bjo.

  34. Ai esse estojo… Acho que eu não tive um, mas tenho certeza que de alguma forma eu convivi com ele, porque sambei e dei muitas gargalhadas ao vê-lo, como disse a Mari!

    beijoca

  35. Ah, esse estojo! Todo mundo lembrou dele! No meu caso, era uma menina cuja mãe era aeromoça (profissão super glamourosa na época!) que trazia tudo! Ela só andava de rosa da cabeça aos pés, tinha mochila, estojo, borracha, lapiseira….mas era uma “nojenta” de nariz em pé!
    Adorei as fotos do Noah! Um charme com esse chapéu e essas camisas! Concordo com a Mariana, na próxima, queremos o vídeo falando em inglês! 🙂
    Bisous

  36. Tebeta,

    Vc é impagável!
    Amo seus textos!
    Deus te abençõe por me fazer rir tanto!
    Veronica

  37. Roberta, que figura cara!!! Imagino com essa carinha esse menino speaking English! Que fofo !!!!!

  38. Olha é a minha primeira vez por aqui mas nha 1a v

  39. Fabuloso! esse menino vai longe!
    Eu tb não fui à disney, mas tinha o estojo de botões, que minha mãe trouxe do Paraguai, numa viagem à Foz. Eu era tolinha, deixava todo mundo apertar os botões o quanto quisesse. sem fila, sem organizãção. Resultado, estojo parou de funcionar e perdeu os aparatos (ele tinha réguas, apontadores e borrachas embutidas) em poucas semanas…
    oh, God!
    bjo

  40. ahhahahaha muito bommm … esse moleque é o máximo!!! 😀
    Você esqueceu de mais uma forma de ir sempre pra Disney, ser filha de dona de agência de viagens. Pois éeeee.. eu ia todo ano, as vezes duas vezes no ano. E sim, eu tinha esse estojo e várias outras bugingangas mega legais, e falava inglês também hahhaha. Mas ao contrário das suas belas amiguinhas de infância, eu era super na minha em relação a isso. O povo que dava umas piradas com algumas coisas que eu levava pra escola mas no geral era super sossegado….
    Dei muita risada lendo esse texto viu!

  41. Nossa, este estojo foi motivo de muito sofrimento, viu? É que eu estudava em colégio de riquinho, então muitas crianças aim à Disney. Eu lembro que tinha o grupinho das crianças-com-estojo-de-dois-lados, como chamávamos estes estojos cheio de guéri-guérri. Porque tinham diversos tipos, com botões, aberturas cheias de bossa, segredo (lembram, de uma que vinha com uma “cofre” com segredo para abrir?…rs. Só a dona e as melhores amigas sabiam), mas o que eles tinha em comum, era que abriam, pelo menos pelos dois lados. Eu me sentia a última das criaturas, pq não podiam entrar no “grupinho in”, porque a minha mãe não concordava em pagar os olhos da cara por um trequinhos daqueles. Daí, ela me compra uma imitação brasileira, beeeem chinfrim, p/ ver se cola… Bom óbio que fui ridicularizada por toda a turma….affff. E aí que, qdo chegou o natal, o seu coração amoleceu e ela sugeriu trocar todos os presentes pelo estojinho, comprado numa importadora, por uma fortuna. Nem preciso dizer que aceitei na hora, mesmo sendo acompanhado de um discurso anti-consumismo, me lembrando que eu era “cabeça-fraca”, por me deixar levar por esses modismos, e estava perdendo a oportunidade de ganhar outros brinquedos mais bacanas. Mas o triste disso tudo foi que nós mudamos de escola para uma, que conforme minha mãe tentou me alertar (praga de mãe, viu?), as crianças tinham “cabeça-boa”, e não segregavam ninguém, por ter isso ou aquilo. Qdo cheguei, no primeiro dia de aula, elas olharam rapidamente e disseram: Que bacana! Mas foi só… Depois disso, nunca mais ninguém tocou no assunto, ninguém pedia para olhar, mexer, etc… E o estojo a preço-de-ouro ficou lá na mochila, o resto do ano… E eu deixei de ganhar a boneca eu eu tanto queria, com acessórios, etc… para ficar abrindo e fechando um estojo… the end….rs

  42. Hahahahah, eu me lembrei de uma outra história… Quando eu tinha lá os meus cinco anos (veja que não faz muito tempo, então me lembro bem), fui ao dentista com minhas duas irmãs mais velhas e minha mãe. Na sala de espera do consultório tinha um monte de gente grande. Eu achava o máximo os adultos. Eles sabia ler e eu queria ser igual. Não pensei duas vezes: peguei o jornal, abri e fiquei muito compenetrada vendo tudo que tinha (e não tinha nenhuma figurinha!). Veio a minha irmã mais velha: “Fingindo que sabe ler? Só que o jornal tá de cabeça pra baixo, hahahaah”.
    Assim, compartilho da sensação de ser terrivelmente desmascarada! Ainda bem que Noah tem uma mãe entendida do assunto e que privará pela satisfação do rapazinho, não é?

  43. Eu eu passo mal, muiiiito mal de rir dos seus post! este está incrível!
    e este estojo? chei’de gueri gueri! AMEI!
    Agora amar mesmo eu AMEI foi a carinha mais linda do Noah!!!!
    Um beijao
    Pati

  44. Rô,
    comecei a ler seu post no trânsito e juro, GARGALHEI, das suas histórias. Você não existe!!!!
    Noha está lindão!
    beijos

  45. meu tio, nao fala nem entende patavinas de ingles, foi auma conferencia nos USA, chegou atrasado e estava tudo LOTADO. Olha ao redor, uma pessoa sozinha sentada em uma cadeira de rodas, ele pensa duas vezes? nao! nao entende nada qe as pessoas falarem com ele mesmo. empurra a cadeira de rodas até a primeira fileira só na base do “excuse”. o cadeirante ia reclamar de ficar na primeira fila? acho que nao néam… hehehe e quem precisa de ingles, quando se nasce com tamanha cara de pau? hehehe ameii

  46. Depois as pessoas falam q a genética não existe!!! rs…
    Esse estojos eram mto legais, mas quebravam super fácil e depois vc tinha q ficar carregando os cacos dele para a escola… Fora q a tesourinha e a cola não eram mto legais… rs

    Bjusss

  47. Aliás, vc sabe oq houve com a blogueira do sutiã 44???? Ela sumiu de novo!! =(

  48. hahahaha Vingança do pipoqueiro, filho lindo, morando do outro lado do mundo, falando engles, feliz, bonita e bem resolvida.

    Por onde anda a alessandra?

    rsrsrsrs

    Sabe que este penal (hahaha quem chama estojo de “penal”) continua gerando discordia entre os alunos até hoje? Ano passado, na sala do Pedro, com 6 anos, tinha uma menina que era a “maioral” (segundo os outros mini colegas) porque tinha o tal estojo das teclinhas!

    beijo Pati

  49. Roberta!

    Esse era o estojo da discordia!! rsrsrsrs Ainda bem que existe o Paraguai ne? Assim eu como outras mortais na escola onde estudava tivemos o prazer de apertar botoes com mais frequencia! 🙂
    Eu tb tive um passado tumultuoso com o ingles, e olha onde vim parar! 12 anos nos USA e tem horas que nem acredito!
    O Noah e’ um charme! Esse nao vai passar aperto nunca!! 🙂
    Beijos

  50. Você é impagável!!!!
    Eu também sofri por esse estojo, mas as minhas amigas compravam no Paraguai e eu já morria de inveja delas, imagine se alguma delas fosse para a Disney… rs

    E o Noah não podia ser diferente né? pagava pra ver a cena… rs

    BJooooooooo

  51. Roberta eu racho de rir com seus posts! E me identifico mto algumas vezes. Por exemplo, eu tb tinha/tenho esse “caso crônico de dispersão, geralmente desencadeada por fatores externos, que estão além do meu controle”. Nossa, pra falar a verdade eu não sei até hoje como eu me formei na faculdade, que dirá no 2º grau. Haha
    E até hj eu não sei falar inglês e confesso que acabei adquirindo uma certa raiva dessa língua (só pq eu não entendo nada) mas que com certeza no dia que eu aprender (não perco as esperanças) a raiva passa. E ainda tenho uma sobrinha americana, que adora passar férias no Brasil e rir da cara da tia que não sabe pronunciar patavinas corretamente. Mas esse verão peguei ela no flagra falando “iorgute”. Hahahaha
    Agora, o que eu queria falar mesmo, mesmo, mesmo, é que eu amoooooo (sem exagero) os vídeos do seu filho! Ele é muito fofo, engraçado, esperto, enfim, tudo de bom! Aquele vídeo dele falando da mão da Cuca, é demais! Eu chego em casa e corro pra mostrar pro meu marido e meu filho de 5 anos fica todo enciumado, pq ele é tímido que só! Haha
    Enfim, sempre que der, posta algo pra gente se deliciar com Noah. Ah, e eu vi o Globo Repórter especial sobre Cingapura. É onde vc está morando né?! Impressionante. Beijos!

  52. Cara debochada mesmo a desse Noah-fofíssimo! Consigo até imaginar o gingado da figurinha… tá lindo lindo. No meu caso a minha amiga ‘viagenta’ pra Disney era Mikaela… e dá-lhe estojo que aperta um botão e vira uma barraca de camping, borrachas cheirosas no formato de casa com piscina e lápis que dava letra bonita só em triscar nele… e o walk-man branquinho com ganchinho para pendurar na calça da escola… aiai como já suspirei por esses utensílios… A minha rmã veio do Guarujá passar um mês por aqui e daí que quando queremos conversar algo top secret para o público infantil e a megaprestaatenção da Alice tá por perto mandamos a língua do ‘P’ do Monteiro Lobato (epeu nampão sepei sepe vopocepê coponhepecepe…) e daí que ela abre a boca aperta os olhinhos, matuta e depois solta: apa papá pepê… Manda essa no elevador com o Noah e vê com fica a cara dos gringos, hehehehe. Bjoooooo, saudade e sumiço meu devido a férias tiradas para levar papis e mamis para check-up médico.

  53. kkkkkkkkkk….. Muito Bom mesmo! Essas amigas ai acho que todo mundo já teve um dia, e esse estojos!?! Ai que saudade dos meus estojos, minha mãe era cruel comigo, ela já me fez esperar um ano pra poder usar um desses, alegando imaturidade minha, rsrsrs… Nesses tempos criança não tinha maturidade….
    E o sorriso solto no (des)entendimento é a pureza dessa “imaturidade”!
    Adorei!
    Abçs!

  54. Roberta querida,
    Estou sempre procurando novos posta seus!
    Suas histórias são deliciosas, e esta me remeteu lá prá longe….
    Bjs e ótima semana,

  55. Ops, sorry, novos Posts, em vez de posta!

  56. Poxa, hoje olho para o meu filho de 6 anos e vejo todas as possibilidades de sua geração… Eu, como você, sempre sonhei em aprender a língua dos filmes que meus pais alugavam, aqueles com as letrinhas no rodapé. Uma vez, fiquei triste, pois quando era pequena e estava vendo “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (versão original, of course, com Gene Wilder) falei para minha mãe: “Até este menino pobre, que nem tem dinheiro para comprar a barra de chocolate, sabe falar inglês e eu não!” Isso porque era muito pequena para entender esta história de idiomas, países e tal. Para mim, inglês era coisa que só gente bacana igual minha prima podia falar.

    Pense na geração dos nossos filhos… O seu aprendendo inglês basicamente como “língua materna” (se olharmos para a teoria que diz que todo idioma aprendindo até os 4 anos é visto como mother tongue). O meu, se alfabetizando em inglês em escola americana. Eu, thanks God, tenho o tal do ouvido musical, o que me facilitou muito em aprender idiomas e pude por mim mesma aprender inglês nos filmes, porque também não fui para a Disney quando era pequena não.

    Hoje, meu marido chegou de uma viagem de negócios na Coréia. Como nosso filho começou nas aulas de piano no colégio, o pai trouxe “na mala” um piano digital profissional Yamaha para o pirralho de 6 anos (por pouco ele não me compra um Roland). Isso me fez lembrar que sempre quis ter um piano igual ao que uma outra prima tinha…

  57. Menina, já pensou em escrever um livro? Vai ser um sucesso! O Noah além de fofo demais é cheio de estilo, coisa mais linda.
    Beijos

  58. E ele precisa abri a boca?
    Cada vez mais fofo!!
    Tb tinha uma “Alessandra” na minha sala com os estojo de 4 andares em uma maleta importado da Disney. Eu lá com meu de 12 cores da papelaria do bairro. A gente só podia olhar. Pegar jamais! Rs
    Beijos!

  59. Nooossa Roberta, eu te acho mais que demais!!! Me mato de rir com seus posts… desde que o encontrei já lí todo! Adooorooo! Vc é maravilhosa! E seu filho uma graça, será que ele aceitaria ser paquera da minha???? Já indiquei seu blog para minha mãe ler, pois é ele que me diverti no trabalho e faz eu me desligar um pouco da falta que sinto da minha filha (ela fica com minha mãe enquanto trabalho)
    Você deveria lançar um livro, que com certeza seria um sucesso!!!
    Não fiquei muito tempo sem postar, please? Pois fico com saudades de rir com vc!!!kkkkk

  60. que cara de sapeca mais fofa!!! Dá vontade de apertar!!! Essa encenação, de jogar a cabeça pra trás e bater palmas é igualzinha as reações da Laura, somando um “mamaei”, com a mãozinha na cintura! Amo!!!

  61. Cheguei em vc pelo link postado no facebook de uma amiga jornalista (olha como vc está rodada!)…amei, li aquele post, li outros e outros e ando lendo seus textos meio que tipo terapia da manhã,saca? Leio, sorrio e inicio meu dia de textos (sou jornalista). Tenho um pequeno tb, 1ano e 5 meses, João, que é o resumo de tudo o que sabemos de joãozinhos: o terrorista! Tenho um pequeno Osama em casa e me delicio com isso…Mas sou mãe de primeira viagem e idosa (rs), tenho 46 anos e tudo é maravilhoso pra mim, especialmente encontrar pessoas iluminadas com palavras sábias, inteligentes, sacanas e muito engraçadas a se derramar pelo teclado e nos presentear…vou continuar te seguindo, te lendo, sabendo do Noah (delicia) e de sua aventura além mar….beijo Meire

  62. Que lindo e cara mais sapeca desse Noah, em?

    E ó, vc era chique, guria! A Alessandra te deixava apertar bot’ao num estojo vindo da Disney! Eu apertei bot’ao em estojo vindo do paraguai! Sem falar na caneta de 10 cores!

    [Otimo texto como sempre!
    Beijos,
    Nine

  63. Adoro seu blog, tenho te acompanhado sempre. Agora tenho meu próprio cantinho (coletivo); passa lá! Abraço.

  64. ahahahahhaha! mimorro cocê!

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