mãe desprendida, mãe neurótica

Todo mundo sabe que fazer as malas pra mudar de país é exercitar o dom do desprendimento.

E ser desprendida  é reduzir a sua bagagem e selecionar apenas e tão somente aquilo que você efetivamente vai usar lá do outro lado do mundo.

Na prática isso significa parar na frente do seu armário, analisar peça por peça e ser dolorosamente sincera com você mesma.

O seu vestidinho vermelho, por exemplo. Eu sei que ele te acompanhou em baladas inesquecíveis e só traz boas lembranças daquele fim de semana em Angra. Mas, pensa comigo – ele só fazia sentido quando você chegava na balada em câmera lenta, com cara de mistério e drink na mão.  Esse vestido não combina, meu bem, de jeito nenhum, com seu novo estilo maternidade de chegada triunfal: carrinho em punho, bolsa térmica em mãos e um pentelhinho de pouco mais de 90 centímetros que faz questão de levantar o rodopiante vestido para se esconder bem ENTRE as suas pernas. Não, querida, não ORNA.

Portanto, o vestido fica. Good bye, my friend.

Quando o assunto é sapato, a realidade pode ser ainda mais dolorosa. Sabe aquele par  de sapatos que você a-do-ra e que  são seus fiéis escudeiros pra festa classuda? Pois é, eles também ficam.

Porque existe uma razão, cara amiga mãe, desse arraso de sensualidade saltos 15 estarem esquecidos no fundo do armário: esse par de belezura está munida de saltos pré-maternidade. E embora esse lapso não venha escrito no manual-pré-filho,você e eu sabemos que a maternidade traz consigo a total incapacidade de deslizar em saltos muito altos. Seja porque seu pé cresceu (o meu nunca mais voltou ao tamanho de antes), seja porque eles não foram feitos pra equilibrar o seu peso + o peso do seu filho juntos.

Então, moça, respira fundo e exercite o tal desprendimento: os sapatos sexy mamma ficam.

E assim você vai reduzindo a sua vida inteira de ornamentos a uma, duas malas. E tudo bem. Não faz sentido atravessar oceanos com tralhas que nunca mais serão usadas.

Então você respira fundo e se sente orgulhosa do ser desprendido e elevado em que você se transformou. Uma pessoa livre da materialidade e das amarras do capitalismo – praticamente uma BUDA de tetas.

(Mas a elevação toda acaba assim que você descobre que a Dior vai liquidar estoque  BEM na semana em que você chega em Cingapura!!? Agora, se isso não for intervenção divina…)

***

Dito isto, pensei que seria missão fácil essa de exercitar o desprendimento em relação aos brinquedos do Noah. Porque não dá pra levar tudo, gente. Mas também não dá pro rapaz mudar de país, dizer tchau pra família e amigos e – ainda por cima – perder contato com o coelho Pepe pra sempre? Ah, não.  Alguns brinquedos a gente vai ter que levar.

(Abre parênteses pra explicar que nós optamos por não levar nossas coisas da casa em containers. Elas ficam, a gente compra tudo novo por lá. Essa é uma das opções dadas pela empresa – eles economizam com o container e, em troca, te ajudam a comprar tudo novo. Vale a pena, uma porque você nem sabe se seus eletros vão funcionar por lá (ou se existe assistência técnica etc) e duas porque Cingapura oferece tudo de mais moderno e bacana. Se eu estou me desfazendo do vestidinho vermelho e sapatinho sexy mamma acho que posso tranquilamente abrir mão do liquidificador walita, concordam? Fecha parênteses.)

Ocorre que, putamerda, como é difícil optar entre um teclado que ele começou a tocar aos 8 meses de idade ou um cachorro no qual ele tropeçou quando começou a andar. Tudo me remete a lembranças, tudo tem sua importância, nada é dotado de insignificância ou desdém. Afinal, essa é a história do meu filho. E o que pode ser mais importante que isso?

Mas o que tem que ser feito, tem que ser feito. E assim eu começo a doar os brinquedos que não poderão ser levados com a gente. Ando tão sentimental em relação a isso que desistimos de vender a mobília do pequeno e resolvemos doar pra um orfanato. Não que a história de vida do Noah não estaria em ótimas mãos (meninas, obrigada pelo interesse em comprar tudo!) mas porque concluimos que existem crianças que carecem de tudo – inclusive de história. E torcemos pra que o berço ou o cadeirão do filhote não sejam somente úteis, mas que sejam parte da história de alguém (que não tem história).

Ai, caraca, olha o chororô.

Daí que eu já dei alguns brinquedos, e confesso que me senti muito bem imaginando o rostinho das crianças que os receberiam. Até que chegou a hora da Bia ( A Girafa) e o Romero (O Camelo Caramelo). Daí, malandro, a casa caiu.

– Alô, amor – diz a mulher, aos prantos.

– Que foi? Que aconteceu???

– Nada importante, não se preocupa. Cê tá em reunião?

– Tô em reunião – sussurra o marido – O que aconteceu???

– Não me faça escolher entre a Bia e o Romero – responde a mulher, aos prantos – Eu te imploro: não me faça optar por um ou outro! Buáááááááááá…

– Que? Que Romero? Que Bia? Do que você tá falando, Roberta? – sussurra o marido.

– Como que Bia, François!? A girafa Bia! E o Romero, o camelo caramelo! Eu não posso ser forçada a fazer com que nosso filho viva sem um ou sem o outro!! Isso não tá certo, coitadinho!! Buááááááááááááá!

– Não fica assim – diz ele, já com voz de quem pediu licença e saiu da reunião – Olha, a gente leva os dois, tá bom?

– Promete? Buáááááááááá…

– Prometo. Nunca nessa vida a gente vai embora sem levar a Bia e o Romero. Combinado?

– Combinado. E sabe aquele meu casaco listrado? Aquele que você disse que eu nunca uso e que era melhor dar pra alguém? Então…eu quero levar ele também. Porque eu usei ele direto na gravidez do Noah…snif.

– Leva o casaco.

E o pobre marido volta pra reunião e passa a tarde inteira pensando em que merda ele ainda poderia tirar das malas dele, só pra fazer mais espaço pros brinquedos do filho( e pras neuroses da mãe).

Mas me diga, amiga (o) leitor (a):  Por acaso é fácil quando a vida nos prega peças e nos faz optar entre a girafa e o camelo?

(tô carente, sou perigosa mãe e tenho um teclado em mãos – é favor não me contrariar.)

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39 Respostas para “mãe desprendida, mãe neurótica

  1. Cara, tu precisa assistir Toy Story 3 urgentemente (se não já assistiu).
    p.s.: essa das roupas… estou cogitando doar todas nas quais não cabem peitos gigantes e/ou barrigas descomunais, bem assim que não permitam que as tetas sejam sacadas com facilidade, já que pretendo ser lactante e/ou gestante pelos próximos 5 anos ou mais.

  2. lia, amada, tô sem tempo pra ver filme e comer pipoca.
    mas vc é a 3a pessoa que me recomenda o toy story: então acho que vou deixar as malas de lado, a louça na pia, o marido na mão – e vou correr assistir!
    beijo beijo!

  3. Ro, estou com o coração partido por você (só um pouco pq me matei de rir com a ligação pro marido). Passei por um processo semelhante quando mudamos de casa, mas como permanecemos na mesma cidade, admito que levei muita coisa que talvez não precisasse, mas foi duro me livrar do top praiano que ganhei do marido no primeiro ano de namoro e que me deixava a mais gostosa do litoral norte paulista. Força, garota!

  4. Nossa, nessa vou ter que discordar. Fosse eu, arrumava uma mochilinha micra e corria pras coisas novas Cingapurenses. Até Marianinha, tadinha, é desprendida como a mãe. Acho que só se salvaria o Pablo (tá, a Uniqua também). Já o pai…esse ia alugar 2 contêiners, ainda que do próprio bolso, e levaria pro outro lado do mundo até a primeira conchinha que pegou na praia. Será que é o signo?
    E corre pra Dior, que é claro que seu lado sexy mamma merece!!!!!!

    beijos

  5. Estava até me segurando, lendo os seus dilemas com vestidos e sapatos, te compreendendo, mas comecei a rir no seu dilema Bia/ Romero! Aí, sim, te reconheci!
    É uma fase gostosa e difícil que você está passando! Mas não deixa de ser engraçada!
    Joga tudo para o alto! Leva todos os Romeros e Bias!
    Bjs

  6. Tem certas coisas que só passam a fazer sentido quando a gente tem uma criaturinha mini-me em casa. NAONDE que uma mulher abre mão de sapato sexy ou vestidinho vaporoso pra carregar girafa amarrotada ou camelo desmilinguido (longe de mim julgar os mascotes do Noah, mas suponho o estado dos bichinhos baseando-me na observação da fauna daqui de casa…)???
    Por essas e por outras que todas as mães merecem o céu…
    Bjs bjs

  7. Roberta, sei que vc nao me conhece mas eu ja me sinto intima de vc(consequencias de ter um blog tao bacana…), intima a ponto de achar q posso dizer para voce uma coisa engracada que a minha avo costuma dizer quando quer nos alertar: ” minha filha,um marido desses…, nem de vela acesa!”. Achei q super cabia para o seu. Parabens por tudo e linda viagem!
    Adriana

  8. Robertaaa! Nem me fale em ter que escolher brinquedinhos da filha, eu não poderia…iria pelada para Cingapura para levar a pequena gangue de borracha que acompanha a minha filhota desde os primeiros dias de vida! Beijos!

  9. Para este seu momento só posso lhe indicar uma coisa! Bono – U2 –
    “The only baggage you can bring
    Is all that you can’t leave behind”
    Vai dar tudo certo querida, e os brinquedos tem que ir sim! e um sapatinho sexy mama tb vai!
    E aí qdo vcs partem?
    bjs bjs

  10. Gata, sou iNgual a vc! Das milhares de mudanças que fizemos, já abri mão de tudo, mas não consigo jogar um desenhozinho da Ciça fora. Vai que ela vira uma artista plástica famosérrima e eu não tenho os originais? Com brinquedos, idem. Doo muita coisa, sempre, mas tem uns de valor sentimental que mesmo quebrados merecem ser levados. Sim, chorei tubos com Toy Story 3 e não deixaria um mascote por aí.
    E a mudança já está adiantada, hein? Depois quero posts com dicas mil de como é mudar de país, de continente…
    Beijos e boa sorte

  11. Pela primeira vez chorei com um post de preparativos de mudança, antes eu estava super-animada, mas essa história de deixar parte da história me deixou triste. Faz o seguinte – Distribui os que ficam nas casas das avós, assim cada vez que ele vier ele pode voltar a brincar com o antigos, e os sentimentos (seus principalmente) ligados a eles vão permanecer para sempre – inclusive farão parte da história dos primos também!
    Tudo tem solução! Não se desespere, não!
    Beijocas!
    PS: Casaco? Em Singapura? Só se for para usar no ar-condicionado que eles costumam só saber onde liga e desliga e não onde fica o termostato…

  12. Querida, tira foto de TUDO e leva só as fotos! Eu trouxe uma tralha de brinquedo que só vc vendo… Passei pelo mesmo dilema da Bia e Romero, só que com o cavalinho Clip-Clop e o porquinho Oinc-Oinc, além de muitos outros e no final, trouxe tudo (sim, a gente teve container). Pois um mês depois de instalados, tendo visitado lojas de brinquedos bacanérrimas e tal, tá lá tudo abandonado, Rô! Clip-clop tá no fundo do guarda-roupa, cheio de lembranças doces, mas passadas.

    E sim, para AGORA essa arrumação de malas e vai assistir o Toy Story 3! Vai!

    Beijos…

    Lu

  13. O desprendimento é fundamental! No nosso caso, nós pagam o containner e tem um auxilio de mudança, que não compra nem metade de uma casa, então pra gente não vale a pena começar do zero. Não sei como é o Noah, mas com o Guilherme, é muito importante levar o máximo de familiaridade possível, mas uma rapida pesquisa pela internet, mostra se o brinquedo favorito está disponível no seu destino e o preço para casos de emergência.
    Bjs e Boa sorte

    Quando é que vocês se mudam mesmo?

  14. Parenta, aceito o convite para ir pra Cingapura, mas vai a parentaiada em peso tá? Inclusive os francesinhos falsificados mais ranhentos desse país. Faz logo um puxadinho lá em Cinga, puxadinho hi tech, sei que lá é chique rs
    Imagino seu dilema no critério vai ou fica, imagin se fosse aqui, marido ia querer levar sapato véio de estimação, eu ia surtar rs, eu é que sempre fui a econômica das malas. Se joga na liqui Dior e me manda uma foto glamour!
    Qdo vcs vão? gde beijo

  15. Roberta, se tem uma coisa nessa minha vida é ser desapegada às coisas, eu dou tudo que tem “cara” de pouco usado, sem dó nem piedade. Acho que se fosse eu no seu caso, deixava o apartamento como estava e comprava tudo novo no destino. Inclusive quando me mudei de apê, há 2 anos e meio, eu dei, vendi, doei e outros verbos do tipo pra todo mundo que quisesse minhas coisas. As lembranças ficam na cabeça e no blog. as coisas não me remetem tanto não. Espero que seu desprendimento seja bem sucedido e que sua adaptação por lá seja ótima.

  16. Ai, eu aqui enrolando pra dar uma geral no guarda-roupa, já tô visualizando as despedidas dos vestidinhos vermelhos e sapatos sexy mamma, sem me mudar pra lugar nenhum, kkkkk!! Mas as roupitchas pré-gravidez precisam dar espaço para novas roupitchas pós-pança de gestante…
    Agora, definitivamente, a Bia e o Romero têm que ir com vcs. Puta sacanagem separar os coitadinhos do coelho Pepe!!
    beijo!

  17. ahahah! buda de tetas! amei!
    e a leticia disse bem: sua ligação pro marido quebrou o clima tenso.
    mas ai, deve ser difícil.
    por outro lado, vida nova. o começo pode ser empolgante

    adorei o sobrenome do romero!

  18. Roberta eu estou chocada com a paciência do seu marido! Se fosse o meu nem teria atendido o telefone e, depois, quando retornasse a ligação ia largar um “não acredito que você se abalou por isso”. Mozão é ótimo, mas quando se trata da vida profissional dele, ninguém tem vez.

    Já me mudei tantas vezes que perdi a conta, assim meu critério pré-Pitico era “serve, cabe, fica bonito, vai”, “não uso há mais de um mês, fica, doa ou vende”. Depois de tantas mudanças e coisas novas, e casas semi-mobiliadas, e utensílios novos, um dia me deu vontade de ter minha própria casa, e Mozão, nômade por natureza, disse assim: Você já parou para pensar que podemos passar o resto da nossas vidas assim, sem uma casa própria? Aquilo me gelou, mas me ajuda a não me apegar muito a nada. Logo, aparentemente, teremos outra mudança e estou começando a ter calafrios só de pensar em ter que explicar para o Pitico que algumas coisas terão que ficar.

    Boa sorte.

    http://quaseumaalema.blogspot.com/

  19. Ro… morro de ri (e de dó) desse seu processo de mudança. Mudei de bairro, não tinha quase nada e mesmo assim fiz questão de cada meia furada! Aff! imagina mudar lá protroladodomundo?????
    E o pequeno, tá sendo “desapegado” q nem a mãe???
    Bjnhos

  20. Também sou “ingualzinha”! Não tô mudando de casa, Rô, mas tô reformando o quarto da Nina e, simplesmente, não consigo doar nada dela. Tá, eu sei. Ela tem 15 bonecas. Mas tem aquela careca que ela adora e a outra que ela cortou o cabelo e a outra que ela…enfim, não sou exemplo prá isso.
    Beijo e força por aí!
    Dani
    PS: ai, Rô, tyambém vivo ligando pro marido desse jeito…

  21. Ai Roberta, vc é muito engraçada!

  22. Roberta!
    Adoro os seus posts… até os mais melancólicos conseguem ser super astral!
    Essa coisa de desprendimento é complicada mesmo! Principalmente com as coisinhas dos pequenos, né?! Eu, pra fazer uma simples faxina de final de ano tô sofrendo pra separar brinquedos e coisinhas da Beatriz pra dar. Imagina você!
    Te desejo muita calma nessa hora!
    Bjs…

  23. Oi Roberta, sou de Chapel Hill… vim pra estudar ingles e trabalhar como au pair! ainda faltam seis meses pra eu voltar pro Brasil, mas eu ja to pensando no que eu tenho que deixar aqui.
    Adoro ler seu blog, porque eu aprendo, do risada, e choro!
    bjusss
    boa sote, do outro lado do mundo!

  24. É quase que um tsunami na sua casa né?
    Mas despedidas são assim mesmo.
    Ao colocar os pés lá, procurar casa nova, brinquedos novos, novas histórias e lembranças irão se formar.
    Deixa a página virar! Vem muito mais por aí!
    Beijos!

  25. Rô, achei que eu fosse a única alienada sem assistir Toy Story. hahahaha

    Sabe o que fiz quando me mudei para JP? (tudo bem que não foi para o outro lado do mundo, só do país) Separei o que era importante e coloquei em caixas, quando cheguei aqui meus pais mandaram.
    Uma caixa com a Bia, o Romero e seu casaco não há de ser muito cara.
    Beijão!

  26. Oi Roberta, sabe que eu já vim por aqui, mas não me lembro se comentei! Hoje cheguei via leite e prosa! Adorei seu texto, blog e com razão… o que há com os pés que não voltam ao tamanho pré-gravidez. Achei que era só comigo.
    Emocionei com a Bia e o Romero.
    Bjos

  27. Ahaaa amei o post..a realidade agora é outra e o guarda roupa também, tempo pra me arrumar decentemente e sair bela de casa sempre falta…fazer o que?
    Somos absurdamente felizes assim mesmo..rs

  28. Ro, tens que escrever um livro urgenteeeeeeeeeee
    eu compro….UAHUahuHAUhauhAUHUhau
    POXA AMIGA, AGORA QUE TO VOLTANDO PRO BRASIL VC TA INDO EMBORA…………….
    😦
    SAUDADES DE TI…
    TO CHEGANDO AI NO FIM DO MES.
    BJS LINDONA

  29. Dureza companheira, dureza!!!
    Eu vim pra cá sem filho e fiz um “leilão” (do tipo, quem grita mais alto e corre e pega primeiro fica…) com as amigas mais chegadas que disputaram a tapa muitas bolsas, sapatos, livros, CDs… uma tristeza.

    Mas acredite, 5 anos depois eu tenho tanta tralha (e tanta história) quanto antes… mas algumas coisas ainda ficaram por lá, estocadas na casa da mãe. Cartinhas da infância, uma boneca… não se desfaz de tudo não! Suborna a mãe ou alguém pra rolar uma estocagem dos items absoutamente imprescindíveis pra manter o passado vivo! E sobretudo…não escolha entre a girafa e o camelo, os dois merecem a chance de conhecer Cingapura!

    Beijo,
    Keiko, a sumida.

  30. Amiga ,quando a palavra é DIOR tudo fica mais lindo na minha vida !!! Palavra de mãe amante do Galiano!! ( como não sou fiel…namoro tb o Marc Jacobs !!)


  31. eu sou super desapegada. Vim para Viena apenas com as roupas (tudo bem que alguns sapatos de salto me acompanharam e nunca, disse nunca, usei por aqui). Mas sinceramente, toda pessoa deveria ter a oportunidade de se desfazer das coisas velhas a cada 5 anos. O que for muito importante para vc e para a sua família vc leva. Se ficar na dúvida é porque não tem importância, e nesse caso nem leva. Isso dá uma leveza no fim das contas.
    Bjs e conta tudo quando puder.
    Lu

  32. Oi Roberta 😉
    Que barato sua crônica sobre essa arte do despendimento,rs.
    Enviei um email para vc com o contato da Mariana.
    Gostei do blog. Quero voltar mais vezes.
    Boa viagem e boa sorte nesta nova etapa de vida.
    Bjks, Hilda Armstrong

  33. Oi Ro! vocÊ me mata de rir com esses dramas!rsrsr
    Falando sério, eu te entendo completamente(quase completamente na verdade) tbm vou mudar de cidade e já é uma luta verificar se vale a pena levar tudo ou não. Quem dirá ir pra outro país! eu morreria de tanto dramas!
    Bjos!

  34. E amiga que não é mãe, pode chorar e rir esquizofrenicamente ao ler seu post? Diz que pode?! Diz tb que vai levar lembranças e fotos da amiga paulistana/ rapazinha de Shadwell, pra não se esquecer nunca dela e de quebra informar o Noah da sua existência e amor à distância mesmo sem conhecê-lo pessoalmente? Diz, vai?!!!

  35. Olá!
    Acredito que sua história nao seja para rir , mas confesso, ri muito, muito muito, muito…
    Eu nao tenho filhos mas acredito no seu xodó pelas coisas. Sou cozinheira e nao conseguiria me desfazer dos meus amiguinhos da cozinha… tarefa árdua.
    Força aí!

  36. Nossa, acabei de descobrir o “Minha mãe que disse” e você está indo embora para o outro lado do mundo? Poxa… Mas acabei lendo seu blog e gostei muito! Você escreve muito bem! Então , só posso desejar tudo de bom a você e sua família no novo país e ficar esperando as notícias de suas aventuras po r lá.
    Parabéns pelos sites.;-)

  37. Muito..muito bom o seu blog…sempre que posso eu passo por aqui..tenho uma pequena de 1 ano e dois meses que faz da minha vida um caos feliz..

  38. hahahha… vc é hilária!!Adorei! Mas devo admitir que me partiu meu coração, sou uma boba! rs… Leva todos eles escondidos embaixo da asa!

  39. Nooossa mto mto igual ao q passei pra vir pra Londres!!! Não consegui doar o móbile do JP … só de lembrar ele pequenininho olhando compenetrado, só como quem entende a música que rolava no móbile, não resisiti!
    Detalhe: ainda não consegui organizar tudo aqui em casa (faz apenas 1 mês que nos mudamos definitivamente para uma casa). Como os londrinos conseguem não ter muita coisa??? não tem espaço, armários … e as lembranças, ficam apenas na memória??? ai não quero aprender a ser assim não ….

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