e quem não precisa de terapia??

Primeiro deixa eu falar de coisa séria:

A Priscila – a sorteada – apareceu.

(óóóóóóóóóóóó)

Nada disso. Vamos ficar felizes pela Priscila, gente. Ela me disse que nunca ganha nada em sorteio, olha que sorte ela deu!

(cara de indiferença)

Tá, eu sei que não dá pra ficar pulando de felicidade por não ter sido sorteada, mas quem sabe a próxima quem leva é você, hein!?

(buuuuuuu buuuuuuuuuuuu)

Ai, que feio fazer bu. Vai lá e dá um abraço na amiguinha Priscila. Muito bem.

***

Mais uma coisa importante.

Um plano de saúde cobrindo curso para gestantes te soa como uma coisa que aconteceria no Brasil? Ou você é da opinião que essas maravilhas só acontecem na Suíça? Hein? Pois acertou quem disse Rio de Janeiro – Brasil-sil-sil (na copa pode fazer essas cafonices, me deixa!)

Que bela iniciativa – clap clap clap, com empolgação. O curso eu mesma fiz e recomendo. Aline e Vitória são duas fofas. Uma duplinha que, com sua vasta experiência profissional, ajuda gravidinhas e gravidonas a enfrentar esse período de interrogações que é a primeira gravidez.

Antes de me inscrever eu pensei “putz, quer ver que eu vou chegar lá e vai ter aquele monte de doida barriguda aprendendo a segurar a boneca bochechinha?” Mas não. Um bom curso de gestante é bacana pra se falar de parto, de amamentação, de exercícios físicos, dos nossos medos e receios. E também pra encontrar outros seres que, como você, passaram de pessoa-super-classuda-descolada-de-andar-deslizante a uma  pessoa-cabine dupla-com andar de pinguim-e-incontinência-urinária.

Tá, você também concorda que curso de gestante é legal mas infelizmente  já gastou todo o seu orçamento de gravidez em coisas pro bebê e sutiãs beges? Então corre lá e vê se o seu plano não cobre esse curso supimpa. Mais informações aqui e aqui.

***

Agora coisas menos sérias MAS não menos importantes.

Eu  descobri que preciso de terapia.

Descobri isso ontem, numa sala de espera qualquer, ao trocar idéia com uma estranha (eu sei, mania besta). Papo vai, papo vem, ela me diz que é psicóloga.

Aqui eu abro parênteses pra explicar que eu sou tira-casquinha assumida. Sentei perto de um engenheiro, dá-lhe perguntas sobre engenharia. Dermatologistas – adoro. Professor. Vendedor de seguro. Hoje me considero apta, por exemplo,  a trocar os canos de minha casa – tudo por causa de uma viagem de 3 horas ao lado de um simpático encanador.

De dentista desconhecido eu quase não tiro casquinha, posto que o destino me presenteou com a melhor dentista do MUNDO. Além de excelente profissional, Fernanda já sabe dessa minha personalidade meio perguntenta. Na última vez, por exemplo, ela me explicou com detalhes as diferenças entre a dentição moderna e a do homem das cavernas. E eu pergunto: quem precisa do canal da Discovery quando se tem uma dentista dessa, me diz?

***

Mas voltando à sala de espera. Poxa. Uma psicóloga ali, dando sopa, e eu vou ler a Caras? Pra que? Pra achar que todo mundo é mais rico, mais magro e tem dentes infinitamente mais brancos que os meus? No, thanks.

Bom. Se ela mesma puxou papo e disse que era psicóloga, então não vai se incomodar se eu tirar uma casquinha despretensiosa, concorda?

– Pois é. O Noah agora está com essa coisa, né, de não deixar ninguém chegar perto de mim? Hahahaha, normal, né?

– Hum – diz ela.

– Pior ainda se for o pai quem está me beijando ou abraçando. Daí mesmo que ele vem correndo, separa a gente, me agarra e grita  “a mamãe é meu!!” . Hahahahaha, normalíssimo, né?

– Hum…sei.

Silêncio na sala de espera. Pensei, putz, ela não achou normal. Tentei ser mais coerente:

– Assim ó, eu sei que menino tem essa relação com a mãe, eu já li a respeito. E ele não faz isso de uma maneira doente doentia, sabe? Por exemplo: se o pai beija meu braço, ele corre e beija o outro braço. Super fofo e normal, concorda?

Silêncio.

Pensei, ah pro inferno. Por isso que eu não faço terapia. Eu fico DOENTE com essa cara de você e eu sabemos que não é só isso”.

A primeira vez que vi essa tal cara foi com o meu segundo terapeuta. Chego no consultório e a primeira coisa que o sujeito me pergunta é:

– Você lavou as mãos assim que chegou. Posso te perguntar porque?

– Porque…eu estava no metrô?

– Sei.

Daí ele olha pra mim por cima dos óculos e faz a maldita cara do  “você e eu sabemos que não é só isso”.

Tem dó.

Volta pra sala de espera. Então eu virei pra moça, com quem eu já estava arrependida de ter puxado conversa, e disse:

– Escuta, você acha que tem alguma coisa de errada com o Noah?

– Bom, Roberta (agora ela me chama pelo nome..todo mundo sabe que essa é uma técnica usada há milênios pelos médicos de cabeça). O Complexo de Edipo geralmente começa bem mais tarde, lá pelos 3 anos. Então pode-se dizer que é muito cedo pra que seu filho exteriorize conflitos edipianos.

Silêncio desgraçado.

– E então?

– Olha, toma o meu cartão. Me dá uma ligada um dia desses. Só pra bater um papinho.

E daí ela entrou na consulta. E eu fiquei ali, com o cartão na mão, pensando “Merda! Eles sempre fazem isso!”

***

Após o episódio devo concluir que:

1. Se o complexo de édipo só começa aos 3 anos, então Noah deve estar passando por um período pré-edipiano. O que to-do-mun-do-sa-be-que-é-nor-ma-lís-si-mo.  Né?

2. Se ele vai até a minha gaveta, cheira os meus sutiãs e dá um suspiro é porque gosta do aroma daquele sachezinho de lavanda que eu coloquei no armário. Nor-mal.

3. Não há com que se preocupar.

4. Talvez eu precise mesmo de terapia. Mas quem não precisa?

E a conclusão mais importante de todas:

Encanador, professor, dentista, médico, vendedor –  tudo bem. Mas tirar casquinha de psicólogo – nunca mais.

Porque eles vão te olhar esquisito, vão te entregar um cartão e te sugerir que você dê um pulinho no consultório- só pra bater um papinho.

(Mas você e eu sabemos que não é só isso.)

Atualizando, atualizando! Descobri alguém beeeeem mais louca que nós todas juntas aqui!

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29 Respostas para “e quem não precisa de terapia??

  1. Essa foi boa!
    Se eu visse a cena do Noah beijando seu braço depois que o marido faz o mesmo, eu ia achar engraçadinho e normal.. Sei lá..
    Pelo menos vc aprendeu a não cutucar psicólogos! Mas concordo! Todo mundo precisa de um pouco de terapia!
    bjos!

  2. Eu também sou uma tira-casquinha assumida! Comecei depois de ver o quanto tiram casquinha de mim (corrige isso, traduz aquilo, reescreve, revisa, melhora o meu texto, escreve minha tese?). E, quanto à terapia, só te digo uma coisa (que vc já disse no título): quem não precisa?
    Beijos

  3. Tem horas que quem precisa da gente é o psicólogo, até por que psicólogos também tem contas para pagar…
    Assim como jornalistas usam uma frase nada a ver como manchete só para vender revista (jornal nem vende mais, né), psicólogos usam esta tática do olhar seguido de cartão… Típico!!
    Fica encucada não, se todo mundo que precisasse de terapia consultasse um psicólogo… Eles esconderiam seus cartões por falta de horário para atendimento!!
    Beijos.

  4. Adorei o post!!! Primiero porque sou psicóloga (nem adianta me mandar um e-mail rssss) e assim como a pequena minoria esmagadora eu defendo que nem todo mundo precisa de terapia. Ainda mais com psicanalista, como no caso dessa que te deu o cartão. Pra que procurar pelo em ovo??? Deixa o Noah ser feliz com a fase pré-edipiana dele. Mas tenho que bater palmas pra psi, porque ela colocou o seu comportamento de tirar casquinha em extinção. Acho que vou aderir a essa técnica dela rsss.

    Sobre o curso de gestante: porque aí no Hell de Janeiro é cobrado? Aqui em Bsb, na maioria das maternidades os cursos são gratuitos, eles pedem alguma doação como fraldas ou roupinhas.

    Bjsssssss

  5. 1 – Se o noah engatinhou com 4 meses, por que não desenvolver complexo de édipo com 1 ano e meio?
    2 – vai que o cheiro de leite pegou pra sempre no sutiã, hem?

  6. Terapia é ótimo e todo mundo precisa em graus diferentes, pode ser sempre bom! Sou super a favor, neem q seja para falar daquelas coisas q não se fala com ninguém e ter um espacinho e 50 minutinhos só pra gente, vale o investimento!!!! Mas tem q ser seletiva, pq tem cada terapeuta q pelamordedeus!!
    Bjos!

  7. enquanto psicóloga, achei a moça uma ótima vendedora. né?
    e me diz, que mãe quer cortar o édipo do filho, gente??? temos é que aproveitar enquanto dura! achei super generoso da parte do noah te brindar com esse amor desmedido tão cedo… enjoy!
    beijo!

  8. menina, ri sozinha d seu post. e já to torcendo pra fase edipiana do meu nenem cegar tambem! hahaa

  9. Olá! Semmpre leio! Nunca comento, mas hj não resisti! Primeiro! Concordo com todos os comentários da Thaty!
    Sou psicóloga, dizem que eu sei o que faço e achei essa moça beeem espertinha! Sacana… e com falta de cliente ou dinheiro. Se ela lê seu blog e meu comentário danou-se pro meu lado! 😀
    Tem terapeuta que precisa de terapia! Ela fazer análise da sua fala em sala de espera! Aff… dá o cartão pro Noah… brincar, riscar, esfregar no chão!
    Bj!

  10. Roberta, você é a maior pé-fria! Podia cruzar com um Jungiano, um Moreniano… A psicanalista te vestiu de Jocasta rapidinho lá no consultório!
    Curta seu Pequeno Édipo. Vai passar mais rápido do que você imagina.
    Bjs!

  11. Ih, Roberta… vc pegou uma psicologa daquelas… é verdade que a gente (tb sou psicologa) volta e meia diz um “hum” desses… mas ai já tem historia, relacao com o paciente (assim na sala de espera pareceu meio “psicanalise selvagem”, sei lá…) e, é preciso dizer em favor do “hum” que ele muitas vezes é só um incentivo do tipo : “continua…” outras vezes não, vc tem razão, é pra dizer mesmo que ” sabemos que nao é só isso”…

    mas no caso do Noah, olha, acho que posso dizer que é mesmo normalissimo, e se é pre edipiano, edipiano, qualquer coisa q o valha, te diria pra nao encucar com esses nomes todos… ele te ama e vai te dizer isso das mais diferentes formas… o danado é possessivo, fazer o que, ne??? de qualquer modo, sempre vale uma dica que é a de, em caso disso ficar assim muito frequente e ele partir mesmo para encarar o pai, acho que vale vc dizer, com toda a delicadeza, que da para dividir a mamae e que vc gosta muito do papai … esse tipo de coisa, entende? Na intenção de transmitir pro Noah que o pai dele nao ta disputando nada com ele, que ambos têm lugar garantido na sua vida, ate pq sao lugares diferentes, nao é?… isso é bem importante, nao é tolice nao, marca pra criança as diferenças, os limites e isso apazigua quase tudo… é isso…. ai, espero nao ter sido aquela psi-chata…
    beijos.
    ri muito, de novo…

  12. Ai Rô, cê me mata de rir, menina.

    Olha, imagina que dia desses eu sonhei com vc! Eu que nem te conheco pessoalmente. Coisas de sonhos. Era um negocio maluco que vc escrevia seus posts à mão e colocava na recepcao do seu predio (nem sei se vc mora em predio, mas de novo, sonhos sao assim) pra todo mundo colocar os comentarios. Uma doidera. Melhor nao perguntar pra psicologo nenhum o significado disso. Assim como eu nao me preocuparia com o Noah. Normalissimo, querida!
    Beijos…

  13. Roberta figuraça… bom, adorei, e como sempre me matei de rir do seu post…. olha, meu filhote também tá na fase pré-edipiana e super acho normal quando ele sai correndo com minhas camisetas, soutiens e biquinis na cabeça pela casa e fala hummmmmm gotoso, ou me olha e fala mamãe tá munita! rs, acho fofo e normalíssimo… sobre terapia, sou suspeitíssima… adoro, fiz a vida toda e toda vez que fico sem tenho síndrome de abstinência, como agora, que meu filho tá na fase pré-edipiana e anal fortíssima….rs me dando o maior trabalho com o cocô desfralde, e eu hoje fui na terapy pra me achar mãe competente e normal pra ela me dizer hummmmmmmmm super normal seu filho assim vc precisa ser mais, como é mesmo a palavra que ela disse? rs rs rs já esqueci….rs bjs querida

  14. Roberta,
    Obrigada pelo seu comentario e suas respostas ao meme lah no blog. Adorei saber mais de vc e que vc tambem adora a vida de expatriada.
    Eu gostaria de ser desprovida de timidez como vc, acho que a vida seria masi facil e divertida.
    Adoro a maneira liberada(sei lah se essa eh a palavre correta) que vc escreve.
    Quanto ao curso pre natl, eu fiz e adorei, pois encontrei outras pessoas na mesma situacao.
    bjs

  15. Nó… que cara de pau, hein?
    Se fosse eu, nem me preocuparia, muito pelo contrário desfrutaria desses momentos edipianos…
    Porque passam… depois já viu, é um tal de mãe me deixa, ou não me beija na frente dos meus amiguinhos, então amiga, nessas horas, o jeito é recuperar o cartaozinho e passar lá só pra bater um papinho.

    Bjs

  16. Pois é Rô, eu tb tenho medo de psicólogo e nunca, nunca tiro casquinha. Tenho uma vizinha psicóloga e qdo ela vem querer expressar alguma opinião a respeito do meu conportamento com as crianças, eu logo ofereço um chá com bolo pra ela esquecer, é, fujo assim mesmo na cara dura rs, pois afinal tenho um pai psiquiatra que nunca me curou, não vai ser agora rs….beijo querida

  17. Ainda bem que essa psicóloga cortou o papo e deu cartão…
    puts, imagina se ela resolve colocar uma sessão em prática e te faz cair aos prantos em culpa plena no meio da sala?
    affffff
    fase pre edipiana? isaac tá dentro, já que eu não posso fazer nada que ele agarra nas minhas pernas.
    bjo
    carol

    http://viajandonamaternidade.blogspot.com

  18. Meu… como só tem mulher aqui, vou contar uma coisa. Filhote me vê pelada, olha pros meus peitos, dá risada e faz aquela garrinha clac-clac de carangueijo com as mãozinhas, na direção dos peitxos… já pensou se eu fosse encucar com isso?????
    (Deus, acho que PRECISO de terapia…ahuahuahha)
    Esquenta não, as muitas psicólogas que te lêem já deram o veredito: desespero de causa e uma certa falta de ética…mas também foi bom pra vetar sua mania de tirar casquinha…eheheh
    Aqui no ES também não vi cursos pra gestantes cobrados, todos os que tive acesso eram gratuitos, no máximo pediam contribuição em forma de fraldas – e deram muitos brindes!!!
    Beijo grande!

  19. hahaha, André tb fica nervoso com demonstrações de carinho com a mamãe dele…fala: “nãoooo papai”, aí corre e me abraça! E eu, morro de rir e adoro! Acho que logo mais vou ver a Nana fazer o mesmo e correr pra abraçar o papaizão. rsrsrs!
    beijos

  20. Bem, lá em casa o negócio já é ao contrário: menina de 2 anos e 8 meses mostrando um livro: “esse aqui é o Príncipe!” e continua “é o Papai”! (NA MINHA CARA!!) Dizem que mais tarde, esse amor desmedido voltará para mim (e se não voltar?!). Aproveita!
    Adorei as suas “tiradas de casquinhas”! Pessoa comunicativa e informada sobre tudo! Atualizada sempre! Bjs

  21. É normalíssimo mesmo! Tem mais é que curtir pq como a Flávia disse, depois passa e eles ficam todos tímidos com excessos de carinho da mãe. E a psicóloga tava vendendo o peixe dela ao te deixar com a pulga atrás da orelha, né?
    beijo-beijo!

  22. Psicóloga anti-ética e sem pacientes. Pega o cartão dela e manda para o Conselho Regional…

  23. Bueno. Eu já te dei o telefone da minha terapeuta. Mas você não ligou porque “esqueceu”. (As aspas são o sinal gráfico PERFEITO para o “você e eu sabemos que não é só isso”…). Hoho.

  24. Só digo uma coisa: estou na fase do ” Desencana que a vida engana”.
    Beijocas

  25. Procuro pensar que é tudo normal também, senão piro de vez! Hahaha!

  26. vc não perguntou se ela tem filhos? garanto que não tem

  27. Melhor mesmo são os encanadores, que te DESENCANAM! 😉

  28. Olha só, eu tenho uma menina, hoje com sete anos, ela teve a fase de ciumes do pai, depois ciumes de mim e agora não deixa mais a gente entrar na escola para levá-la, “eu não sou mais bebê e isso é o maior mico” é o que escutamos quando tentamos argumentar… tu pensa se eu tivesse encucado com a doida da dona da escola que indicou terapia quando ela tinha 2 anos e surtava que não queria ficar na escola!?

  29. Conheci o blog agora, mas não posso deixar de comentar: eu sofri isso ao contrário, porque sou mãe de menina, que já está com seis anos, e todo o amor do mundo vai p/ quem? Pro papai!!! Quando isso começou, eu tive que fazer terapia, porque meu complexo de rejeição veio à toda, e no meio desse história, meu casamento entrou em uma super crise que quase me separei. Até isso passar, foi um bom tempo, mas, confesso, às vezes ainda me bate um ciúme desse amor! Mas, o legal é que meu marido é um pai super engraçado e brincalhão, então, acho que ele merece mesmo!

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