Enquete (da série: Confissões de Mãe)

Confissão número 1:

 Eu permiti que meu filho de 16 meses se apropriasse de coisa alheia, não o repreendendo ou censurando – muito pelo contrário.

Feio, feio.

Mas me permitam tecer uma breve explicação sobre o ocorrido:

Daí que você pega filho e marido e se dirige a um parque da cidade. Se é parque é porque é público, assim como públicos são os baldes, pás e demais brinquedos trazidos pela criançada.

Até rato de laboratório sabe que criança adora trocar germes, isso faz parte da evolução da espécie. E, notoriamente, as formas mais eficientes de germelizar geral são:

 1. beijar diferentes bocas no carnaval de Salvador.

2. o tal troca-troca de brinquedos, que é praticamente o suingue do universo infantil.

E pra quem ainda não entendeu o Código de Boa Conduta Materna Em Tais Situações, ele é simples: a criança emprestenta (vamos chamá-la assim) se aproxima do brinquedo do seu filho (aqui denominado emprestador) e rouba-lhe o brinquedo. Imediatamente a mãe/pai/responsável pelo emprestento deve falar:

– Igor, devolve! Esse não é seu, é do amigo.

Ao que você (mãe do emprestador), mais que prontamente, deve responder:

– Imagina,deixa ele brincar, não tem problema.

Se você estiver num bom dia ainda pode acrescentar:

– Igor, bacana seu nome. Esse aqui é o Noah.

E já que estamos falando de etiqueta materna, este costuma ser o estilo mais adulto das apresentações “fulano, esse é ciclano”.  E é esse o estilo de apresentação que eu particularmente adotei

Mas existem mães que preferem algo mais fantasioso, como no exemplo abaixo (leia-se com voz infantil):

– Oi, tia, oi amigo, eu sou o Igor!

Ao que ela espera que você responda, também em timbre fino-infantilizado:

– E eu sou o Noah, vamo blincá?

Não sei se pela minha voz um tanto grave ou pela minha aversão a baby-talk devo confessar que sempre acabo decepcionando este tipo de “mamãe personagem” e respondo com meu melhor timbre Machadão:

– Bora, filho, eu acho que vai chover.

Explicadas as regras implícitas no troca-troca de brinquedos, vamos aos fatos.

Então lá estão vocês três no tal parque. 

Na bolsa tem água, frutas e um set de brinquedos, composto de balde, pá e peneira. 

A garota emprestenta se aproxima e o ritual se inicia:

– Não, filha, isso não é seu. Esse brinquedo é do amigo.

– Tudo bem, pode deixar ela brincar – responde você, mãe do emprestador. Brinquedo do parque é brinquedo de todo mundo, não é? 

– Verdade – concorda a mãe da emprestenta.

E então ambas, emprestenta filha e emprestenta mãe começam a se afastar, levando consigo a pá, o balde E a peneira de seu filhote emprestador.

– Elas já voltam, filho.

Mas elas não voltam. Vão para outra área longínqua do parque. E lá ficam.

Passados longos minutos e nada das emprestentas. Você tem vontade de ir lá pegar as duas pelo braço buscar os pertences, mas, ao mesmo tempo acha um desaforo e prefere ficar ali e tentar distrair a sua cria. E o tempo passa. E nada. E seu filho começa a ficar com aquela cara de “porque você deixou?”

Bom. Mas criança tem o dom natural de sacodir a poeira (neste caso, a areia) e partir pro plano B. Até os mais desavisados  dos ratinhos de laboratório sabem disso.

Diante da total falta do que fazer, a sua cria emprestadora decide correr em direção ao carrinho das emprestentas e fazer aquilo que é um dos  passatempos favoritos dele: retirar todas as bugigangas que se encontram no compartimento inferior do carrinho que não é seu. Tira um balde, tira uma pá.

 Diante do seu total silêncio a cria até acha engraçado: vai tirando brinquedo por brinquedo e esperando  o seu típio olhar “põe de volta”. E você nada.

Impasse materno. Você poderia:

1. fazer o que sempre faz: tirá-lo dali, explicar que aquilo não é  dele e que, em hipótese alguma é permitido mexer nos compartimentos inferiores de carrinho alheio. Aliás, mantenha sempre uma distância segura de compartimentos inferiores: tanto de coisas como de pessoas.

Como cada escolha implica em uma consequência, a dessa aqui é ver seu filho ali, triste,  vítima da incopetência da mãe, que deixou que a emprestenta levasse embora o único brinquedo que ele tinha;

OU

2. Você pode fazer de conta que não está vendo nada,  pode abrir o jornal, bocejar e ficar repetindo  “não, filho, não, não” , bem baixinho, enquanto vira a página do jornal e ignora o aviso sensato do marido “ô mãe leoa, quer fazer o favor?”

 E ali seguem os três, em ato praticamente delinquente : seu filho, sorrindo,  tira balde vermelho, balde amarelo, pá verde, caixa de tampax…

– Nããããããã, essa caixa não, filho!!!! Essa não é brinquedo, coloca de volta já!

Porque certos itens simplesmente não entram na regra do troca-troca.

***

Confissão Número 2:

Eu desaprendi a  fazer conta.

E portanto, agora só compro fralda munida de calculadora. Das duas uma: ou a maternidade me transformou numa patza com amnésia aguda ou tem fabricante de fralda de brincadeira comigo.

Porque o pacote com 34 fraldas XG custa 19,00, mas o de 24 fraldas custa 25,00 porque essas são XXG. O pacote de fraldas M que vem com 32,5 fraldas custa 2,3 vezes mais que o pacote com 52,7 fraldas tamanho G. Acompanhou?

Daí tem também a diferença entre a noturna e a diurna, claro, onde por 7 reais de diferença seu filho poderá mijar 3,07 mais vezes. OU o fluxo poderá ser 7,25 vezes mais intenso.

Então. Escolhe aí qual delas vale mais a pena.

Confissão Número 3:

Meu sonho é ser amiga da esposa do  pediatra.

Acho que essa confissão dispensa explicações, mas atire a primeira pedra qual mãe não gostaria de receber o seguinte telefonema da esposa do pediatra:

– Alô, fulana (fulana sendo você), o churrasco tá de pé, viu? Daí o fulano (marido dela, seu pediatra) já aproveita e dá uma olhada naquela manchinha vermelha que apareceu no filhote. Enquanto nós duas tomamos cerveja, claro! Hahahaha (essas são vocês duas rindo ao telefone, como somente duas boas amigas costumam rir).

E se você der sorte, ela continua:

– E se você quiser pegar um cineminha com o maridão depois do churrasco, deixa o filhote aqui com a gente. Acho que você confia em deixá-lo com o pediatra, né? Hahahahahaha Hahahahaha.

***

Ok. Agora que eu já contei as monstruosidades acima, vocês bem que poderiam abrir o coração e me contar que já limparam o nariz da cria com o dedo e depois  limparam o dedo na calça? Puxaram o cabelo do mui amigo que estava espancando sua filha? Tiraram a filha do ambiente em que havia alguém muito gripado, com a desculpa de que o alarme do carro estava tocando?  Alguém? Ninguém? 

Fica o apelo desesperado para que outras delin-mamas confessem seus…erm… deslizes.

***

ps: últimos 3 dias para encomendas no Minha Mãe que Disse! Corre lá!

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32 Respostas para “Enquete (da série: Confissões de Mãe)

  1. hahahahahahahahahah

    muito bom, muito bom!

    Olha, achei totalmente justificáveis seus mini-deslizes! E que desaforo a emprestante nunca mais voltar com os brinquedos! Nao tem um manual prático do bom uso dos brinquedos alheios, nao? Achei que era pra brincar junto, nao pra se apropriar…

    Sobre ser amiga da esposa do pediatra: tenho uma amigona cujo sogro é GO e cuja sogra é pediatraaaaaaaaaa! Fora a situacao biza de ter o Sograo vasculhando seus compartimentos inferiores, tem a Sogrona Pediatraaaaaa. Tipos “vai lá pro cinema gente, ele fica aqui com a vovó, aproveito e dou uma olhada na mancha vermelha!!”. Magina. Ligar a qualquer hora. Tirar qualquer dúvida. Largar na casa dela confiando plenamente. Invejei.

    bejus!

  2. ah, esqueci de falar sobre a conta da fralda: nao sei se é a falta de experiencia (“nao, magina” – vc responde), mas acompanhei a conta nao.

    dificil.

  3. Ai Roberta, como temos muito em comum, dividimos também o momento parque com os outros seres mães e seus filhotes do universo, claro que depois que vc vira mãe vc começa a entrar no mundo da etiqueta materna e vê que o que mais tem por aí é mãe joselita, e o filho acaba virando um joselitinho por consequência… Eu tenho paciência “zero” (infelizmente, queria ser diferente!) pra fazer amizade com mães desconhecidas nos lugares, esse momento “vamos ser amigos” me incomoda profundamente e tratar a mim e ao meu filhote como se fôssemos amigos da vida inteira é uó…No prédio entào nem se fala… o case é que vc vira notícia entre as babás e do mesmo jeito que eu fico sabendo tudo da vida de todo mundo do prédio (mesmo pedindo pra minha babá não me contar) sei que todo mundo sabe tudo de nozes aqui de casa… Bom pra finalizar, minha vida é repleta de deslizes maternais de ops em ops a gente vai levando, o melhor foi hoje, levei o David pra cortar o cabelo (os cachos estavam muito compridos e todo mundo acha que ele é menina 😦 os sem noção claro! rs) e pra se distrair ele quis pegar os shampoos de bichos do fundo do mar que vende lá no saloon e eu deixei, pra garantir sucesso no corte, eis que ele abriu tudo, sujou a roupa, o carrinho onde estava sentado e eu fiz que não vi, limpei os shampoos abertos com a toalha e coloquei de volta (vergonhaaaaaaaaa). A etiqueta mommy me faria comprar o que meu filho já detonou, mas fiz que não vi e fui feliz pra casa com meu filho e seus novos mini cachinhos com cara de menino. bjs e boa viagem! Fernanda

  4. hahaha Amei este post! Amei! Totalmente a favor de mães-meliantes-leoas. Que desaforo destas mulheres – mãe e aprendiz de larápia! Eu, hein! hahaha

    Vou pensar no que tenho para confessar e volto aqui, tá? Mas certamente tenho um repertório! hahaha

    Beijos de mãe de meliante para mãe de meliante. E ó que neste caso o crime foi totalmente justificável! hahaha

  5. Ai jisuis!!! só vc mesma pra traduzir com tal perfeição esse nosso mundinho materno. Então lá vão (sem pudores) as minhas confissões (e como diz o Darcy Ribeiro: “Sem nada tirar por vexame ou mesquinhez nem nada acrescentar por tolo orgulho…”)
    #1
    – Alice enquanto bebê emprestadora (objeto emprestado, bonequinha que canta lálálálálá – quero mamááááá): Cena: Alice trava. Eu: Deixa a Isabela pegar filha! Tó Isabela. Alice aceita consternada ante meu enfadonho discurso de aprender a dividir seus brinquedinhos. E Vitória (outra pequenina da tchurma mirim do condomínio) observando segurando sua bonequinha de pano.
    – Ato contínuo, Alice enquanto bebê emprestenta: Vitória abre o bocão. Mãe louca-incoerente: “Não filha, essa bonequinha de pano é da Vitória, não pode pegar, devolve pra ela…”
    Ai ai – santa incoerência maternal!!!
    #2
    – Alice come banana, a fruta escorrega pelo queixo, mãe passa o dedo no queixo da filha, retira e lambe o naquinho de banana preso no dedo (o mesmo serve para a todas as frutas da estação, sopinhas e afins, e até remedinhos com gosto de tuti-fruti – nham-nham)
    Filha faz cocô, mãe desastrada limpa o cocô e… ops!!! suja o dedo com um naquinho do excremento… (e como diz minha mãe, “costume de casa vai à praça”), deixe a imaginação fluir e deduza o restante da história…
    ai ai!ai ai! a gente ainda é porquinho mas já sabe se viaaaaaarrrrrr!!!!!!!
    bjs

  6. Eu acho que a sua apropriação foi totalmente lícita. Onde já se viu pegar emprestado e ir brincar longe (e demorar) com a conivência da mãe. Já perdemos muitos objetos em parquinho, mas não desta forma.
    Sobre as minhas confissões: já limpei muita meleca e mão suja na minha própria roupa, sim. E já tirei calcinha suja de cocô mole e joguei no lixo público, na rua, porque não tinha como limpar. Coitado do gari que foi limpar aquele lixo…

  7. Roberta, perfeito! Faço que não vejo muita coisa também…. Agora nós lá em casa somos os sem noção que levam a criança ao parque, à praia, ao sítio dos primos e ao hotel fazenda sem levar nenhum brinquedo. Nenhunzinho. Esqueço de levar e passo o tempo todo no “devolve, filha, não é seu”. Juro que vou aprender….
    beijos!!!

  8. falta muito sentido comum! eu tambem acho que brinquedo de criança em lugar público, é publico mesmo! Mas, pô! pra brincar junto. Claro!

    vou aproveitar e confessar tbm:
    férias em Salvador, fim de semana, eu, joão e super papa, brincando de fazer castelinho, baldinho, pá, e forminhas nauticas mil. Encosta uma mãe com um filho um pouco mais velho, ele quer brincar também, beleza! Na epoca o João não se socializava muito, e ficamos brincando com os dois. A mãe voltou pra barraca, onde tinha sua umburoska esperando e deixou o menino lá com a gente, durante um bom tempo. Até que eu chamei e avisei que estavamos indo, recolhemos os brinquedos e fomos em direção a outra piscininha natural, ao lado e suficientemente perto da barraca da mãe folgada que deu folga pra babá e não sabia o que fazer com o filho no fim de semana. ú ó!

    adorei o post! bjs

  9. Hum.
    ai, ai… acho que meu filho se encaixa na caetgoria “emprestante”… levei na pracinha de totoca (chique!) e ele vidrou na bolona (sabe aquelas que todo pula-pula tem? Pois é) de uma menina, maior que ele… além de ter que dançar valsa pra devolver a bola, ainda tive que ver a dita estalar um beijo molhado na bochecha do meu filhote! Ainda bem que ela não tinha nenhum vírus a passeio com ela…ahahaha

    Mas já tive meu momento fdp: Arthur com uns 8 meses, no meu colo, na fila do supermercado, vem A Louca e diz:
    – ai, posso pegar um pouquinho? – Já virei respondendo:
    – NÃO. – e ela não se fez de rogada, perguntou se eu não podia levar o Arthur pro noivo dela ver, que ele não quer ter filhos. Eu posso com isso??
    mas tudo bem, nem foi tão fdp assim… acabei mostrando o menino pro dito cujo…
    Beijo grande!

  10. Hahahaha!
    Entendo bem esse mundo de parquinho. Alías o nome do blog veio do fato de nessa época ir ao parquinho duas vezes por dia.
    Vi e fiz muita coisas “fora de conduta”.
    Uma delas que me lembro:
    Nesse dito parquinho tinha um menino de uns 2 anos que era botar os pés na area do parquinho ele avançava na sacola de brinquedos e se apossava antes mesmo do meu filho pensar em brincar. A babá olhava para o céu e era surda tb.
    Eu fazia o: “pode brincar, deixa filho.”
    Um dia cometi um ato cruel.
    Não larguei a sacola.
    Fui arrastando o menino pelo parquinho até chegar na areia e disse: “Será que vc pode esperar a gente chegar primeiro para depois vc tomar os brinquedos dele?”
    O menino chorava puxando a sacola e eu que nem a estatua da liberdade, imóvel.
    Meu filho com cara de “o que tá acontecendo?”
    Quando ele começou a gritar aí sim a babá ouviu e carregou ele para longe.
    E tenho muito mais. Minha paciencia em parquinhos acaba em questão de minutos. Tem muita mãe que me olha torto lá.
    kkkk

  11. gentes, pára tudo!!
    tô adorando saber que eu sou das mais normais, tipo top 20!
    uma-pior-quea-outra.
    beijão!

  12. Ladrão que rouba ladrão Deus perdoa, né, Rô? Além disso, você já vai ensinando a seu filho um valor super importante: a vingança! Bateu, levou. Afinal, um pouco de violência não faz mal a ninguém.
    (Precisa esclarecer o tom jocoso do comentário? Melhor, né? Vai que o povo me leva a sério..)
    E sobre não saber fazer contas: minha cunhada mandou por e-mail uma piada que todo mundo entendeu menos eu. Era algo do tipo: “A sogra morreu, mas a vó não”, e daí um monte de foto da rainha Elizabeth desde 1900. Aí minha irmã (aquela que relatou meu parto) disse: “Desde que você engravidou dessa parasitinha, anda meio burrinha.”

  13. Nem sei se é uma coisa ilícita, mas o fato é que eu faço muito corta-luz* na Alice. Criança terremoto correndo estabanada perto da minha filhinha, eu boto o corpo na frente. Se é pra trombar, que seja em alguém maior, pra aprender a olhar por onde anda, né não?
    (*faz sentido isso de corta-luz, gente? Porque é um termo do basquete, aprendi com o meu irmão, mas não tenho ideia se as pessoas não iniciadas conhecem esse termo… enfim, basicamente é vc proteger alguém com o corpo pra evitar que o adversário atrapalhe a jogada. “adversário” – pra vcs verem como é saudável a minha relação com as outras crianças, haha…)

    ah, e falando de pediatras e tal, preciso confessar que meu primo começou a namorar uma dermatologista e não tem um almoço que eu não peça uma consultoria pra moça. fiz 30, gente, tô com rugas! como resistir?

  14. Por um lado deve ser legal ter sogra pediatra. Mas por outro… depende da sogra, né, amiga? Porque nem todo pediatra tem a ver com aquilo que a gente quer para os nossos filhos. Eu, por exemplo, troquei de pediatra duas vezes porque elas fizeram besteira ao diagnosticar coisas pra Luísa e pra mim. Agora, pensa, e se uma dessas é a sua sogra? Hein? Comofas pra dizer que vc não vai seguir aquilo que ela está falando pra vc seguir? E como vc vai trocar? hein? hein?
    Quanto a se apoderar do brinquedo da criança que se apoderou do brinquedo do Noah… qual é o problema? Tá certíssima!! hahaha (eu sou de Escorpião, minha filha, mexecomigonão… rsrsrs)

  15. uai, o que está havendo com seus comentários? Aprovei um comentário seu dizendo que outro tinha se perdido mas aquele que eu havia achado e aprovado tb sumiu!!!! Cadê? Cadê?

  16. Eu tenho vários deslizes – e olha que a Alice ainda nem tem 10 meses, o que significa que irei cometer muiiiitos ainda (huahuahuahauhua).
    O lance dos lugares com pessoas gripadas, por exemplo, faço direto. Como não dirijo, sempre digo que tenho que atender uma ligação importante que estava esperando ou que esqueci alguma coisa em casa…
    Mas mãe pode, né? (rsrsrs)

  17. Nossa, um dos melhores posts de todos os tempos. Post fantástico e comentários incríveis, to morrendo de rir aqui!!!
    beijos mil, Re

  18. Aiiiii, o seu blog é o MELHOR! Xente, como eu dei risada desse post! Confissões geniais, me ajudaram e me sentir menos culpada pelas minhas “malandragens maternas”. Uow! Às vezes dou uma de madre Tereza, e tipo no caso da primeira confissão, acabo deiando quiéto e dizendo prá cria: somos seres superiores.

    Mas sabe que ontém mesmo eu limpei um catarrão do meu filho (que espirrou no sol, ele sempre faz isso, e soltou uma melecona branca daquelas que ficam penduradas nas narinas) com as mãos e joguei na calçada. Ele ficou em choque! Mas eu tava sem lenço nem documento na bolsa e não ia deixar meu filho todo remelento, né?

    Vou passar mais vezes por aqui! Me diverti com a visita!

    BJS!

  19. Hahahahaha. O Lino qd era pequeno e alguem pedia o brinquedo ele sempre falava: ahhh tô indo embora! com a cara lavada e sempre tinha acabado de chegar!
    Olha gata, eu encontro nosso pediatra direto, e ele não olha manchinha nenhuma não! hahahaaha!
    ele é um MALA! amado, mas MALA!

  20. Ah Robeta, o que eh isso, vc eh a UNICA que faz essas coisas horrendas. Pronto falei! HAHAHAHA

    Eu sou totalmente antipatica no parque, aulas de musica e afins. Odeio conversa com maes desconhecidas, tipo, paciencia zero. So amo as maes da blogosfera ou amigas que ja eram amigas antes de serem maes. Alem disso, ja dei comida escondida porque nao tinha pra dividir com as outras criancas, ja deixei fazer xixi na piscina unica e exclusiamente por preguica de levar ate o banheiro (soh uma vez, eu juro!), alias, xixi na areia da praia tambem nao eh super legal, nao? Pelo menos eu enterrei… e vixe, vou parando por aqui antes que vc nunca mais apareca la no blog! 🙂

    E em minha defesa: Eu nao fiz xixi na areia! – Ta bom, eu bem que tentei, confesso, mas nao consegui! Tive que subir pro hotel pra fazer! Ridiculo o que os pudores nao fazem com a gente.

    Ja a mulher do pediatra…gente, genial! Como eu nunca pensei nisso?! Pera ai que eu vou fazer umas pesquisas dja!

    Beijinhos desviantes,
    Keiko

  21. Obrigada pelo comentário querida. E por me fazer sentir um abraço tão gostoso. É tão bom ter apoio nestas horas… vou linkar seu blog no meu… assim posso passar sempre por aqui! =)
    Fiquei curiosa, você disse que sabe bem o que passei… vc tb passou por isso?

    Beijo!

  22. Adorei tudo!!! Ser mãe não é fácil e a gente precisa compartilhar sempre, não é mesmo?? Sem nunca perder o humor, é claro! Sou mãe de 3 crianças, incluindo uma duplinha de gêmeos e vou ser presença constante aqui. Passem no meu blog tbem: http://www.mamaetaocupada.blogspot.com

  23. Eu fiz uma coisa horrivel: proibi uma criança de 3 anos de entrar na minha casa. Mas calma, foi um processo. Primeiro ele veio me visitar com os pais, jogou MMs no sofá e pisoteou, jogou os brinquedos do meu filho pela janela no canil dos cachorros, quebrou os meus vasinhos e todos os outros inhos frágeis que estavam na mesa, entrou dentro da geladeira calçando um tenis, passou cocô nas paredes do meu lavabo e por fim ele deu um tapão no meu filho.

    Aí foi o fim.

  24. Camila, esta criança deveria estar numa prisão de menores delinquentes!
    Roberta, me escangalhei de rir com seu post. E me identifiquei muito tb. O lance das fraldas, eu SEMPRE questionei isso…dá um nó na cabeça da gente, né? Ser amiga da mulher do pediatra é perfeito! Os deslizes de toda mãe, a criança emprestenta e a mãe joselita-sem-noção me reviraram o estômago de tanto rir.
    A-do-rei também as contribuições das meninas aqui nos comments, me diverti muito e me senti bem-vinda à normalidade maternal.
    Vou pensar em alguns dos meus deslizes e depois volto aqui pra postar….
    Beijos

  25. Camila, esta criança deveria estar numa prisão para menores delinquentes!
    Roberta, me escangalhei de rir com seu post. E me identifiquei muito tb. O lance das fraldas, eu SEMPRE questionei isso…dá um nó na cabeça da gente, né? Ser amiga da mulher do pediatra é perfeito! Os deslizes de toda mãe, a criança emprestenta e a mãe joselita-sem-noção me reviraram o estômago de tanto rir.
    A-do-rei também as contribuições das meninas nos comments, me senti confortavelmente bem-vinda à normalidade maternal.
    Vou pensar em alguns dos meus deslizes e depois volto aqui pra postar….
    Beijos

  26. O melhor de ser mãe-meliante-leoa é ser isso tudo com amnésia, assim a gente sofre menos. Semana passada fomos a um museu com o Bê, numa expo sobre dinossauros (quer coisa mais maravilhosa?), pois meu monstrinho de 5 anos derrubou uma réplica de ovo de dino, feita em resina, no chão e o ovo quebrou… que vergonha… deixei meu marido entregar o ovo quebrado para a monitora do espaço… Vergonha, vergonha, vergonha… mas depois dei risada!

  27. kkkkkkkkkkkkkk..adorooooo seus posts!!! são a mais pura verdade..essa do parquinho é mesmo de lascar!!!! e pior eu ainda as vezes perco a noção do ridiculo e me troco com alguma criança que ouse fazer algo ao meu..mais ai eu caio na real a tempo e vejo o ridiculo da coisa e saio de fininho antes que outra mãe-leoa veja o ocorrido..haha..acho que puxei isso d aminha mãe..kkkk..bjs e boa semana!!!

  28. Jisuis, a gente ainda não frequenta parquinhos, mas tipo, já fiquei com medo 😀

  29. Gente, bom demais! Tô aqui rolando de rir (mas baixinho para não acordar o bebê, que já dorme mal a beça no silêncio, imagina com a mãe louca as gargalhadas!). Adorei.

    Beijo

  30. Sei que li tarde, mas respondo sem culpa porque faz pouco que conheci teu blog e a identificação de mãe-meliante foi imediata.

    Nesse fds fomos ao festival de balonismo em Torres, litoral do RS, e já na chegada a Larissa quis marcar território fazendo xixi.

    Detalhe: a fila dos sanitários químicos estava quilométrica.
    Não tive dúvida e fui mostrar todo o meu charme de mãe da Maria Mijona pro seu guarda no posto da Brigada Militar.

    Como a filhota é dada a ler o que tem pelas paredes e portas, cantarolar etc. quando faz xixi eu fiquei entediada e procurando o que fazer. PRONTO: afanei uma tal cartilha do cidadão que tinha numa sacola mocosada.

    Li, gostei, achei que valia a pena compartilhar as informações que encontrei por lá e ainda saí colocando as dicas no blog. – Claro, respeitando os direitos autorais.

    Mas tb já teve episódio de mãe da porta da FEBEM, sabe? Eu sempre fui muito paz e amor, a pequena era primeira filha e eu sou meio de ter fases de vamos semear o bem estar, ser boa vizinha, amiga de todos os funcionários da limpeza de escola, prédio e tal.
    Até que uma amiguinha do condomínio resolveu morder os dedos da minha filha, depois bater, noutro dia puxar os cabelos, tomar os brinquedos das mãos dela…

    A mãe dela, claro, roxa de vergonha, porque colocava limites e estava na cara que era porque tinha nascido a irmãzinha dela.

    Teve um dia que na casa da amiguinha (estávamos numa tentativa frustrada de que aproximando-as ainda mais a coisa fosse melhorar…) o forrobodó começou e a Larissa me olhou com cara de “socorro”; prontamente eu disse, na cara da vizinha: – Desce o sarrafo, filha, que é covardia a mamãe da Lalá bater numa criança. Mas tu vais lá te defender porque eu cansei de te ver com esse P.S. (Problema Social) te abusando. Se continuares apanhando dela, sou eu quem vai querer bater em ti. Reage!!!

    E ela em silêncio pegou a amiga pelos cabelos e arrastou por mais de 100 metros quadrados. Vibrei, recolhi minhas trouxas e saí, orgulhosa da minha projetinho de Edinanci.

  31. Pingback: mas e francês lá gosta de criança? | Piscar de Olhos

  32. Muito bom! Essa coisa de brinquedo é meio complicado.
    Uma vez eu fui num aniversário de criança com emu filho (3 anos), e tinham várias motinhas (daquelas ‘velotroz’, sei lá!) mas a maioria não prestava, praticamente desmontavam qnd a criança sentava. Mas aí meu filho achou uma que prestava, sentou e ficou lá brincando. Eu lá perto de olho.
    Daqui a pouco chega um guri, mai novo do que ele, e começa a puxar o meu filho, tentando tirá-lo da moto pra poder brincar. Como a mãe do guri estava próximo, eu esperei pra ver se ela tomava alguma atitude..mas aí ela ficou olhando, calada.. esperando realmente o filho dela expulsar o meu!
    Eu, como boa mãe e afim de evitar problemas maiores, fui até meu filho e pedi que deixasse o guri brincar, alegando que ele era mais novo e tals. E mãe do guri lá..nem tchum! Nem obrigada, nem nada! O filho dela sentou na moto e ficou lá brincando. Qd eu dei as costas, meu filho montou em outra moto (quebrada, mas montou!) mirou em direção ao guri, pegou a maior velocidade que pôde e foi lá fantasiar uma ‘batida de moto’ . Bateu mesmo! E o guri começou a chorar. Aí sim, a mãe veio pegar o guri e tirar dali. Eu ainda falei ” Filho, nunca mais faça isso. É muito feio!” Mas sabe q no fundo… achei BEM FEITO!

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