Arquivo do mês: março 2010

quando se pertence ao fundão

(Mais uma carta pra você, filho. Da série “é que de perto ninguém é normal”)

Eu tenho pra mim que existem dois tipos de gente : gente como a gente, que viaja no fundão da aeronave e o pessoal da primeira classe, povo discreto e silencioso, o qual, não fosse o tilintar das taças de champagne, nem se saberia que estava ali.

O pessoal da primeira classe é diferente da gente, filho. Eu sei porque estive com eles recentemente. Não graças a mim que não tenho competência nem calibre pra abandonar o fundão. Mas graças as milhas do seu avô, que me transformaram em first class por algumas horinhas. Horas de conforto e silêncio absoluto, não fosse o tal tilintar das taças de champagne.

Pessoas que viajam de primeira classe, filhote, formam um grupo seleto de seres humanos que não peidam, não arrotam e não roncam, nunca. Eu sei porque estive lá. Germes e bactérias, por exemplo, não procriam e não se transmitem na primeirolândia. Também pudera: tem anti-bactericida no banheiro. Tem gelzinho mata germe na poltrona. Não há germe e bactéria que consiga sentir-se benvindo em ambiente tão estéril e esnobe. Germes e bactérias se sentem muito mais amados e bem recebidos no fundão. Com gente como eu e você, meu amor.

O povo do fundão e o pessoal da frente voam aa mesma temperatura e altitude. E tirando a excelente comida,  a televisão com controle remoto, a poltrona-que-vira-cama e os mimos que a tripulação gentilmente distribui ao pessoal da primeirolândia você nem diria que está em mundos diferentes. São pequenos detalhes que mostram a diferença, filho. Detalhes somente percebidos por quem a vida inteira foi espremida entre o passageiro da poltrona 57A e o da poltrona 57C. Eles e todos os perfumes, tênis e mickey mouses que explodem dos compartimentos superiores da classe do fundão.

Penso que o fator mais evidente de diferenciação entre uma e outra  há de ser o humor da tripulação. Sabe aquela comissária mal humorada que te olha com desdem enquanto arremessa um croissant de ante-ontem no colo? Ela não existe no mundo 1st class, filhote. Oh, no no no.

Eu mesma, filho, testemunhei uma comissária vindo do fundão com cara de vampira para logo em seguida surgir em meio ao pessoal do 1st class com um sorriso contagiante e disposição invejável. Ninguém me contou não, filhote, EU VI!  Sabe aquela cortina do avião que separa os ricos da ralé? Então. Eu tenho pra mim que é ali que a tripulação esconde o lança-perfume ou o barato qualquer que eles tomam pra ficar com aquele ar de “olá, pessoal, vamos brincar?” Assim todo mundo ali fica feliz. Que rico não suporta cara de desgraça.

Outra evidência da sua posição no avião é a quantidade de água que te servem. Lembra como é difícil, no meio da madrugada, implorar por um copinho d’água lá na ralé? Pois lá na frente, na primeirolândia, é bem diferente. Piscou o olho tem garrafinha nova do seu lado. E é garrafinha mesmo, daquelas fofas pequeninas. Já pensou rico tomando Minalba de um litro e meio? Sem chance, eles adoram coisas petit, o pessoal da primeira classe.

Eu pensei muito em você, filho, durante a viagem. Tinha um garotinho absurdamente silencioso perto de mim e, após horas olhando pra ele, eu conclui que criança que voa de primeira não chora, não corre pelos corredores e não faz cocô.

Diferentes de você, filhote, que se estivesse ali já teria incediado os banheiros, quebrado as taças de Moët e organizado uma rave com os amigos germes e bactérias. Você teria cuspido aquele caviar, engolido o álcool gel e sairia correndo pelos corredores gritando a frase que você tanta adora “cocô no bum-bum, cocô no bum-bum”. Fino que só você.

E aquela comissária  fina e sorridente de outrora ia acabar perdendo o rebolado e deixando o pano cair, filhote. Em meio a olhares apavorados da antes silenciosa primeirolândia ela iria mostrar a verdadeir vampira, de olhos vermelhos e respiração fumegante, que habita aquele uniforme azul-marinho.

Sei não, filho, eu acho a primeirolândia um lugar meio austero pra crianças de um ano e meio.

Melhor deixar aquele nosso plano de ficar  bem bem rico pra uma outra ocasião, combinado?

(em tempo: Noah protestou e disse que por essas fotos aqui dá pra perceber sim que ele é primeiríssima classe…gente, tô colocando as fotos no Minha Mãe aos poucos, um pouquinho mais de paciência…quase lá! beijo!)

Enquete (da série: Confissões de Mãe)

Confissão número 1:

 Eu permiti que meu filho de 16 meses se apropriasse de coisa alheia, não o repreendendo ou censurando – muito pelo contrário.

Feio, feio.

Mas me permitam tecer uma breve explicação sobre o ocorrido:

Daí que você pega filho e marido e se dirige a um parque da cidade. Se é parque é porque é público, assim como públicos são os baldes, pás e demais brinquedos trazidos pela criançada.

Até rato de laboratório sabe que criança adora trocar germes, isso faz parte da evolução da espécie. E, notoriamente, as formas mais eficientes de germelizar geral são:

 1. beijar diferentes bocas no carnaval de Salvador.

2. o tal troca-troca de brinquedos, que é praticamente o suingue do universo infantil.

E pra quem ainda não entendeu o Código de Boa Conduta Materna Em Tais Situações, ele é simples: a criança emprestenta (vamos chamá-la assim) se aproxima do brinquedo do seu filho (aqui denominado emprestador) e rouba-lhe o brinquedo. Imediatamente a mãe/pai/responsável pelo emprestento deve falar:

– Igor, devolve! Esse não é seu, é do amigo.

Ao que você (mãe do emprestador), mais que prontamente, deve responder:

– Imagina,deixa ele brincar, não tem problema.

Se você estiver num bom dia ainda pode acrescentar:

– Igor, bacana seu nome. Esse aqui é o Noah.

E já que estamos falando de etiqueta materna, este costuma ser o estilo mais adulto das apresentações “fulano, esse é ciclano”.  E é esse o estilo de apresentação que eu particularmente adotei

Mas existem mães que preferem algo mais fantasioso, como no exemplo abaixo (leia-se com voz infantil):

– Oi, tia, oi amigo, eu sou o Igor!

Ao que ela espera que você responda, também em timbre fino-infantilizado:

– E eu sou o Noah, vamo blincá?

Não sei se pela minha voz um tanto grave ou pela minha aversão a baby-talk devo confessar que sempre acabo decepcionando este tipo de “mamãe personagem” e respondo com meu melhor timbre Machadão:

– Bora, filho, eu acho que vai chover.

Explicadas as regras implícitas no troca-troca de brinquedos, vamos aos fatos.

Então lá estão vocês três no tal parque. 

Na bolsa tem água, frutas e um set de brinquedos, composto de balde, pá e peneira. 

A garota emprestenta se aproxima e o ritual se inicia:

– Não, filha, isso não é seu. Esse brinquedo é do amigo.

– Tudo bem, pode deixar ela brincar – responde você, mãe do emprestador. Brinquedo do parque é brinquedo de todo mundo, não é? 

– Verdade – concorda a mãe da emprestenta.

E então ambas, emprestenta filha e emprestenta mãe começam a se afastar, levando consigo a pá, o balde E a peneira de seu filhote emprestador.

– Elas já voltam, filho.

Mas elas não voltam. Vão para outra área longínqua do parque. E lá ficam.

Passados longos minutos e nada das emprestentas. Você tem vontade de ir lá pegar as duas pelo braço buscar os pertences, mas, ao mesmo tempo acha um desaforo e prefere ficar ali e tentar distrair a sua cria. E o tempo passa. E nada. E seu filho começa a ficar com aquela cara de “porque você deixou?”

Bom. Mas criança tem o dom natural de sacodir a poeira (neste caso, a areia) e partir pro plano B. Até os mais desavisados  dos ratinhos de laboratório sabem disso.

Diante da total falta do que fazer, a sua cria emprestadora decide correr em direção ao carrinho das emprestentas e fazer aquilo que é um dos  passatempos favoritos dele: retirar todas as bugigangas que se encontram no compartimento inferior do carrinho que não é seu. Tira um balde, tira uma pá.

 Diante do seu total silêncio a cria até acha engraçado: vai tirando brinquedo por brinquedo e esperando  o seu típio olhar “põe de volta”. E você nada.

Impasse materno. Você poderia:

1. fazer o que sempre faz: tirá-lo dali, explicar que aquilo não é  dele e que, em hipótese alguma é permitido mexer nos compartimentos inferiores de carrinho alheio. Aliás, mantenha sempre uma distância segura de compartimentos inferiores: tanto de coisas como de pessoas.

Como cada escolha implica em uma consequência, a dessa aqui é ver seu filho ali, triste,  vítima da incopetência da mãe, que deixou que a emprestenta levasse embora o único brinquedo que ele tinha;

OU

2. Você pode fazer de conta que não está vendo nada,  pode abrir o jornal, bocejar e ficar repetindo  “não, filho, não, não” , bem baixinho, enquanto vira a página do jornal e ignora o aviso sensato do marido “ô mãe leoa, quer fazer o favor?”

 E ali seguem os três, em ato praticamente delinquente : seu filho, sorrindo,  tira balde vermelho, balde amarelo, pá verde, caixa de tampax…

– Nããããããã, essa caixa não, filho!!!! Essa não é brinquedo, coloca de volta já!

Porque certos itens simplesmente não entram na regra do troca-troca.

***

Confissão Número 2:

Eu desaprendi a  fazer conta.

E portanto, agora só compro fralda munida de calculadora. Das duas uma: ou a maternidade me transformou numa patza com amnésia aguda ou tem fabricante de fralda de brincadeira comigo.

Porque o pacote com 34 fraldas XG custa 19,00, mas o de 24 fraldas custa 25,00 porque essas são XXG. O pacote de fraldas M que vem com 32,5 fraldas custa 2,3 vezes mais que o pacote com 52,7 fraldas tamanho G. Acompanhou?

Daí tem também a diferença entre a noturna e a diurna, claro, onde por 7 reais de diferença seu filho poderá mijar 3,07 mais vezes. OU o fluxo poderá ser 7,25 vezes mais intenso.

Então. Escolhe aí qual delas vale mais a pena.

Confissão Número 3:

Meu sonho é ser amiga da esposa do  pediatra.

Acho que essa confissão dispensa explicações, mas atire a primeira pedra qual mãe não gostaria de receber o seguinte telefonema da esposa do pediatra:

– Alô, fulana (fulana sendo você), o churrasco tá de pé, viu? Daí o fulano (marido dela, seu pediatra) já aproveita e dá uma olhada naquela manchinha vermelha que apareceu no filhote. Enquanto nós duas tomamos cerveja, claro! Hahahaha (essas são vocês duas rindo ao telefone, como somente duas boas amigas costumam rir).

E se você der sorte, ela continua:

– E se você quiser pegar um cineminha com o maridão depois do churrasco, deixa o filhote aqui com a gente. Acho que você confia em deixá-lo com o pediatra, né? Hahahahahaha Hahahahaha.

***

Ok. Agora que eu já contei as monstruosidades acima, vocês bem que poderiam abrir o coração e me contar que já limparam o nariz da cria com o dedo e depois  limparam o dedo na calça? Puxaram o cabelo do mui amigo que estava espancando sua filha? Tiraram a filha do ambiente em que havia alguém muito gripado, com a desculpa de que o alarme do carro estava tocando?  Alguém? Ninguém? 

Fica o apelo desesperado para que outras delin-mamas confessem seus…erm… deslizes.

***

ps: últimos 3 dias para encomendas no Minha Mãe que Disse! Corre lá!

das mães dementes, das freiras e dos açougueiros

Quando eu era pequena eu queria ser assistente de açougueiro. No açougue perto de casa tinha o açougueiro e tinha o assistente dele, Antônio (vamos chamá-lo assim).

 Na minha cabeça, Antônio tinha a profissão mais legal do mundo e eu invejava cada minuto em que ele tinha a chance de colocar as mãos naquela carne geladinha, depois embrulhá-la num plástico fininnho, para logo depois embrulhá-la novamente num daqueles papéis vermelho-pardo.

Eu era da altura do balcão mas ficava na ponta dos pés e espichava os olhos curiosos de modo que conseguia enxergar aquele, que era pra mim,  o momento mais legal da profissão: Antônio sacava a bic de trás da orelha, jogava a bichinha pra cima, a caneta rodopiava e caia na mão dele, já na posição correta pra escrever. Daí era só escrever cento-e-vinte-cruzeiros no tal  papel pardo e entregar a carne ao freguês.

– Não, mãe, eu nunca vou mudar de idéia: quando eu crescer vou ser assistente de açougueiro e pronto.

***

Passado algum tempo, o encanto terminou e eu decidi que queria ser freira. Daí me disseram que como freira eu não poderia casar, e o meu desejo de ser freira quadruplicou. Perfeito, pensei.

Até que alguém do meu colégio (de freira) me contou que as freiras viviam a vida inteira no mesmo lugar. Nunca mudavam. E que, depois de mortas, eram enterradas bem ali, no cemitério atrás da escola. Que diga-se de passagem era bem mal assombrado.

Eu adorava a minha escola, mas a idéia de passar a vida inteira (e até a morte inteira!) ali, no mesmo lugar, me desanimou um pouco. Então eu pedi perdão a Jesus Cristo e mudei de idéia.

***

 Um dia eu descobri que a cobradora do banheiro do parque de diverões tinha sua própria carteira (escolar, aquelas de madeira) modelo abre-fecha. A carteira abre-fecha era a carteira dos meus sonhos e que ironicamente nunca foi minha. A carteira escolar abre-fecha tinha um tampo que abria, para que o aluno pudesse ali guardar seus livros de escola.

Pois não é que a cobradora do banheiro do parque de diversões guardava o dinheiro que recebia dentro de uma carteira escolar abre-fecha como aquela? Lembro como se fosse hoje: fiquei do ladinho dela e até ajudei a cobrar os “clientes”. Tem que ficar de olho, dizia ela, tem gente que quer mijar mas não quer pagar. Eu fiz que sim com a cabeça. Mas no fundo eu sabia que não ia gostar de trabalhar num lugar que só deixava a pessoa fazer xixi se ela  tivesse dinheiro.

Eu mesma, no auge dos meus 6 anos de idade, já tinha feito muito xixi na vida sem um puto no bolso. Acho que isso de cobrar de gente apertada não é pra mim, pensei.  E fui embora, sem olhar pra trás.

***

Dali pra frente já quis trabalhar na ONU, já quis ser bombeira e mulher de negócios (abre parêntese pra dizer que eu assinava  meus cheques de mentirinha com o nome Suelen Heiwort, nome este, que, na época, me remetia a uma importante mulher de negócios). 

E no final das contas acabei não sendo nada daquilo, mas sendo sempre um pouco de tudo o que eu queria ser: pura sorte e cara de pau, minha mãe sempre diz.

Tá. Mas não foi pra isso que eu vim aqui.

***

Entendam, eu sou uma adoradora profissional de escolas. Não, não me refiro ao mundo acadêmico e suas universidades inspiradoras de gente.

 Me refiro a escola, aquela que seu filho frequenta, com cheiro de suco e suor. Depois que Noah passou a frequentar a escola, então, aquele lugar virou um templo pra mim. E já que agora moramos pertinho da escola, vez em quando me dou ao luxo de passar por ela. E lá está ele: o cheiro de suco e suor infantil (que é bem diferente do seu cheiro, ô marmanjo!). 

Toda mãe sensata sofre um pouco na adaptação escolar. Eu até finjo que sofri, mas ao contrário: tinha até uma invejinha do meu filho (alô, seu terapeuta!) que ia ficar ali brincando com o tal do lúdico, com seus lenços coloridos e plantações de batata e peixes no aquário e tals. Enquanto eu tinha que voltar pro mundo adulto, onde te cobram pra mijar  e onde Suelen Heiwort não é bem uma moça de negócios.

***

Ai, enfim. Daí que mãe assim é uma praga pra escola em si, concorda? Que a pessoa vai pra deixar o filho e ir embora, essa é a idéia. Pois eu sempre fico um pouco mais. Noah nem me vê, mas eu estou ali: troco idéia com o porteiro, vou até a cozinha dar hello as cozinheiras, experimento o plat du jour, entro na fila do bebedouro e por aí vai.

E mãe assim desenvolve uma inveja nociva para com aquela pobre moça, a nutricionista da escola, que não só se dá ao luxo de dar uma espiada na filhota dela o tempo todo, como trabalha NA escola. Ela não passa por toda a ciumeira, saudade e curiosidade de saber o que eles fazem, como retratou a Roberta aqui.

E eu pergunto: isso é um mundo justo, dona nutricionista? 
***

Daí nasce o problema: eu gosto muito do que faço, muito mesmo pois ganho para vender coisas legais e úteis a gente bacana, com quem bato papos fenomenais diariamente. O que no fundo é o que eu sempre gostei de fazer. Por sinal, gentes, obrigada, sempre.

Mas quero fazer o que faço DEN-TRO da escola, será que é possível?

***

Anyways, sonhar não custa nada. Enquanto não me permitem passar mais horas lá dentro, seja como consultora de moda ou astróloga infantil (idéia! idéia!), o negócio é ir quando dá. Meu conselho para quem quer participar mais do dia-a-dia na escola do filhote é:

– Vá as reuniões pedagógica, todas.

– Durante a reunião pedagógica sente na primeira fileira, faça perguntas, levante a mão, sirva café. 

– Se a escola do seu filho, como a do Noah, preza as cantigas de roda saia assoviando “samba samba samba lelê” pelos corredores.

***

E se ainda assim você sentir que está longe, muito longe desse mundo delicioso de suco e  suor, então convença a diretora a deixá-la trazer seu lap top e trabalhar no pátio da escola. Não será fácil, mas argumentos não faltam:

– Diretora, eu entendo que seja uma escola que segue a idéia construtivista, mas ainda assim é imprescindível ,nos dias de hoje, que as crianças assistam de perto como funciona o capitalismo desenfreado. Eu vou sentar aqui, pode fazer de conta que eu não existo. Beijão.

– Diretora, eu estive conversando com um hindu sábio pacas e ele  me disse que eu teria que passar grande parte do dia aqui, nesta casa. Alguma coisa a ver com energias pendentes de vidas passadas, entende?  Mas não quero incomodar, pode deixar que eu sei o caminho do cafezinho. Beijão.

Se ela for mãe ela vai entender.

(mas vai entender bem mais se for psiquiatra)

assuntos interessantes pra conversar

Plageando nossa querida astromamis Flávia, seguem as expressões mais usadas nos últimos dois meses pelas pessoas que encontraram este blog através de buscadores.

1. bêbado – continua sendo o primeiro colocado: 49 pessoas chegaram a esse blog digitando a palavra “bêbado” no google, nos últimos sessenta dias. Nem fralda, nem berço, nem assadura: bêbado.

2. assuntos interessantes pra conversar: nada menos que 42 pessoas procuraram assuntos interessantes pra conversar e – bizarramente – chegaram a este conglomerado de desinteressancices que é este blog.
Fico sempre imaginando uma jovem ansiosa pelo seu primeiro encontro, buscando assuntos para impressionar o rapaz e se deparando com anti-clássicos do boteco – palavras feito cocô, catarro e pum. Tão sexy e empolgante quanto tomar sorvete com a bisa.

E mais: 11 pessoas caíram neste blog procurando “quem morreu em 2009”, 5 buscando por “parafusos de roda de caminhão” e incríveis 9 pensavam que encontrariam aqui a resposta para “por que os bebês não piscam”.

Há ainda os que querem saber:

se “shortinho é bom?”,

se “mulher só de sutian tira foto?”,

se “piscar os olhos faz bem?”

e se “meias antiderrapantes derrapam?”

Enfim, God bless Google.

***

Eu poderia tá matano, poderia tá roubano, mas tô aqui humildemente admitindo minha total inaptidão, falta de coordenação motora e um grau avançado de miopia cerebral para com a tecnologia:

“Por problemas técnicos enfadonhos venho informar que eu não vinha recebendo emails enviados diretamente pelo site do Minha Mãe que Disse! Olha que zica. O problema parece ter sido sanado, então peço mui gentilmente que envie novamente. Se o perrengue persistir, não desista! Basta escrever para minhamaequedisse@gmail.com”

Agradecidíssima.

ps: aposta quanto que, graças ao parágrafo acima, vai ter nego buscando saber mais sobre “miopia cerebral” e caindo aqui em casa?