Michael Jackson, Io-iô da Coca Cola e a Zebrinha do Fantástico

Esse é pra você, filho:

O ano era 2009, filhote, e você mal tinha completado 8 meses de idade. Você estava mamando, confortavelmente pendurado no meu peito, quando a notícia veio: Michael Jackson passou dessa pra outra, melhor e menos confusa.  O ano era 2009, o Presidente da República se chamava Lula e a cerveja custava 3 reais e cinquenta.

Tenho certeza que você já sabe que Michael foi o Rei do Pop. O sujeito era talentosíssimo e fez sua mãe e o resto do mundo dançar e sacolejar ao som de seus i-hiiiiiiiiiii. Michael Jackson inspirou todos os que vieram depois dele.  A própria Madonna, que  hoje beira os 70, mas que, acredite na sua mãe, já beijou padre, crucifixo e rabino na boca, se diz influenciada por ele. Britney Spears, hoje cinquentona e acabadaça, nunca teria colocado as mãos em um só Grammy não fosse por esse rapaz. Ele morreu era 2009. Umas 11 milhões de pessoas eram conectadas a banda larga no Brasil e um pão de queijo+guaraná te custavam uns 4 pilas.

Enfim, apesar de completamente  descompensado, a ponto de fazer Amy Winehouse parecer uma pessoa centrada, o homem era de  incomparável talento. 

Ele era assim ó:

Michael_Jackson_Thriller-front

Depois ficou assim:

michael_3

 

E já que estamos revirando as gavetas, filho, deixa eu te contar que quando a mamãe era criança, beeeeeeem antes da era MTV, ela assistia aos  clipes do Michael Jackson no programa Fantástico, o Show de horrores da Vida.  O Fantástico anunciava os resultados da Loteria Esportiva. E quem dizia os resultados era a tal de uma Zebrinha, essa aqui ó:

zebra1 

Mesmo com a simpática zebrinha, dormir depois do Fantástio era pesadelo na certa: o programa insistia em trazer umas matérias sobre paranormalidade, com criancinhas que morreram e voltaram pra assustar os pais e previsões sobre o fim do mundo. A frase que ficava ecoando na minha apavorada cabeça de 6 aninhos era  “O dia em que a terra vai explodir e o mundo vai acabar…isso é mistério…isso é Fantástico”. Um horror, mas não havia muito mais a se assistir, naquela época. Até porque muitos programas não eram liberados! Antes dos programas começarem, a gente via um papelzinho assim ó:

...era um cartãozinho bem meia boca que aparecia antes do programa começar...

Quando a mamãe era pequena não existia fax, nem tv digital, nem google (!!!). Não havia dieta baixa em carboidratos e nem DVD; ninguém sofria de pânico, stress ou bipolaridade e Atari era o que havia de mais avançado nos jogos eletrônicos. O tempo passava devagar e relógio trocava de pulseira. Quando sua mãe era pequena, a Baía de Guanabara era azul, Michael Jackson era preto e o sonho de consumo das crianças era vermelho, redondo e acionado com um sofisticado barbante encardido.

ioio_coca

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