Arquivo do mês: janeiro 2009

Voltei. Sou mãe.

 Das coisas que a gente jurava que sabia :

I – Ficou faltando o acabamento.

Tá. Ser mãe é muito mais do que a pessoa espera. Em todos os sentidos:  muito mais amor, muito mais alegria, muito mais zelo, muito mais preocupação. E muito, MAS MUITO MAIS  cocô. E arrotos. E puns. E secreções em geral. 

Assim que funciona: passadas as setecentas e cinquenta semanas de gravidez, a mamãe natureza diz que é hora de nascer. Só que ela esquece de explicar que o sistema digestivo da pobre criatura ficou assim, meio por fazer. A criaturinha nasce toda pronta, exceto pelo sistema digestivo. Meio inacabada mesmo.

Isso  não chega a ser um problema, até que o pobrezinho resolva comer. O fluxo normal ENTRAR – SAIR PELO LUGAR CERTO – NA HORA CERTA é substituído por ENTRAR – SAIR POR TODOS OS ORIFICIOS – A QUALQUER MOMENTO. 

Isso que a natureza é mãe. Imagine se fosse madrasta.

II –   Da lenda do “você tem que dormir quando ele dorme”

Ok. Esse é o conselho da mulherada: “durma quando ele dorme”. Certo. Mas e quando vou checar meus emails? Quando ele for checar os dele? E deixo pra lavar os cabelos quando? Quando ele sair pra tirar a carta de motorista?

Não funciona. Próximo.

III – Quem chora na vacina é a mãe

Uma tortura. Eu me descabelei, chorei, sofri. Foi o pai que segurou, não só o bebê mas a barra de ver a esposa mentindo pra moça da clínica de vacinação: “deixa eu levar ele, vai, eu trago ele pra vacinar amanhã sem falta, deixa eu levar, deixa eu levar”. Lamentável.

IV – Os palpites, ai os palpites

De todos os tipos, vindos de todas as gentes. Em casa, na rua, onde vocês estiverem, você e o bebê, também estarão os comentários do tipo:

– ele não está com frio? (com calor/com febre/com cãibra/com dor de cotovelo/com ressaca?)

– mas será que não tem muito vento?  (chuva/sol/brisa/neve/trovoadas/tsunami?)

– você não acha que ele está dormindo pouco? (muito/de costas/de lado/ de novo/roncando demais?)

Sério. A intenção até é boa, mas mon mari e eu ignoramos quase todos. Ainda bem, pois até meu porteiro se credenciou pediatra “vai chover, melhor não sair com o pequeno”, diz ele.

Mole?

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